Fazer o que gosta ou gosta do que faz?

As pessoas confundem muito “fazer o que gosta” com o “gostar do que faz“.

É fácil notar quando uma pessoa está ali cumprindo tabela, como diria na gíria do futebol, ou quando ela está ali para ser útil. Fico realmente sem entender a pessoa que acorda em sua vida todos os dias as 6 horas da manhã para ser infeliz num lugar onde ela não é obrigada a estar. Imagino o quão doloroso deve ser o dia desta pessoa que tem que fazer coisas por pura obrigação e em nada a satisfaz aquela atividade.

Ter em mente que é mais fácil você se apaixonar pelo que faz do que fazer o que é apaixonado é importante em todos os sentidos. Não da para ficar esperando o dia que talvez você faça algo que goste. Cada dia é uma nova oportunidade de aprender algo, pensar algo, fazer algo que ajude alguém e que de alguma maneira o faça sentir útil (não, não é Paulo Coelho).

É muito fácil ficar reclamando de Deus e do mundo quando nós mesmos não saímos do lugar para mudar nada. Tudo está errado mas ninguém quer arrumar e aquele que quer, se destaca. Não acredito em quem justifica sua infelicidade pelo fato de que “ah, no meu trabalho não tenho como mudar nada, é um sac#%”. Primeiro porque sempre há como melhorar algo, algum processo, mínimo que seja mas que lá na frente pode refletir melhores resultados. Segundo porque você não nasceu neste trabalho e pode sair a qualquer momento.

Pense antes de reclamar que vai acordar cedo para trabalhar, porque se fosse para acordar 3 horas antes para ir para a praia você acordaria super animado e disposto. Então lembre-se, o problema não é o horário e sim o quão entusiasmado você é com o seu dia e oque fará nele.

Áudio na TV Digital

Além da alta definição de imagem, mobilidade, robustez do sinal e interatividade, a TV Digital aqui no Brasil pode oferecer mais um atrativo para o telespectador: Opções de áudio.

Na TV analógica é possível também uma segunda opção de áudio, mas pouco utilizada atualmente.

Com a popularização dos serviços On Demand e a vasta propagação dos DTHs, as emissoras de TV aberta precisaram também se adaptar à maneira de como as pessoas consomem seus conteúdos, em diferentes plataformas, e o principal, em necessidades distintas.

No SBTVD-T (sistema brasileiro de televisão digital terrestre) há a possibilidade de enviar além do áudio 2.0 (estéreo) da programação normal, o áudio SAP (second audio program) que é utilizado normalmente para a língua natural do programa ou filme, o 5.1 da programação normal, o 5.1 do SAP e por fim, a opção de AUDIODESCRIÇÃO. Lembrando, que todos estes áudios estão agrupados dentro de um único pacote de dados, que é transmitido e o receptor do telespectador reconhece as informações e as processa. Agora vamos entender quem são esses áudios, suas opções, aplicações e funções:

Para um melhor entendimento, vamos utilizar um exemplo real, no caso a TV TEM, emissora afiliada da Rede Globo presente em 318 municípios do interior de São Paulo.

 

AUDIO 2.0 (PROGRAMAÇÃO)

O áudio 2.0 da programação normal é o mais utilizado, consiste de dois áudios distribuídos em forma de estéreo, onde quase todas as televisões atuais reproduzem. Vamos chamar estes áudios de ÁUDIO 01, OK?

2.0

AUDIO 2.O (SAP)

O áudio 2.0 SAP é a mesma forma de transmissão da programação normal, porém nele, em caso de programas ou filmes estrangeiros, são transmitidos na língua natural, sem dublagem. O áudio 2.0 SAP também é reproduzido em quase todas os televisores atuais. Vamos chamar estes áudios SAP de ÁUDIO 03.

AUDIO 5.1 (SAP)

Quando o som é reproduzido na televisão, são dois áudios utilizados, certo? No caso do áudio 5.1 SAP, ele é destinado para as recepções com distribuição interna de mais caixas de som. Deste modo, são mais 6 áudios. Vamos chamar os áudios 5.1 SAP de ÁUDIO 02. Veja o exemplo abaixo:

5.1

AUDIO 5.1 (PROGRAMAÇÃO NORMAL)

Já no áudio 5.1 da programação normal é a mesma lógica do 5.1 (SAP), apenas substituindo o áudio da língua nativa do programa ou filme pelo português.

Abrindo um adendo, quando o programa ou filme não possui a língua estrangeira, os áudios da programação normal são duplicados para os áudios SAP 5.1. Vamos chamar os áudios 5.1 português de ÁUDIO 04.

Até o momento, contabilizamos 16 canais de áudio sendo transmitidos. Mas ainda temos mais opções:

AUDIODESCRIÇÃO

AD

Segundo matéria da EBC de 2015,“Dados do IBGE revelam que 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência”. “Dentre os tipos de deficiência pesquisados, a visual é a mais representativa e atinge 3,6% dos brasileiros, sendo mais comum entre as pessoas com mais de 60 anos (11,5%). O grau intenso ou muito intenso da limitação impossibilita 16% dos deficientes visuais de realizarem atividades habituais como ir à escola, trabalhar e brincar”.

Vistas estas informações, o governo juntamente com as emissoras estabeleceram diretrizes de acessibilidade na televisão, entre elas, a audiodescrição.

Este ótimo site resume bem a audiodescrição:

“O recurso consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.

A audiodescrição permite que o usuário receba a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando que a pessoa desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a subjetividade da narrativa, da mesma forma que alguém que enxerga.

As descrições acontecem nos espaços entre os diálogos e nas pausas entre as informações sonoras do filme ou espetáculo, nunca se sobrepondo ao conteúdo sonoro relevante, de forma que a informação audiodescrita se harmoniza com os sons do filme”. Audiodescrição

Sendo assim temos mais dois áudios da audiodescrição para unir aos 16 canais.

No caso do programa ou filme que seja em português, os dois canais da audiodescrição são substituídos pelo áudio 2.0 SAP (ÁUDIO 03). E mesmo que se o filme ou programa tenha a opção da língua nativa, a audiodescrição prevalece. Abaixo uma tabela exemplificando:

DISTRIBUIÇÃO AUDIO DIGITALDaniel Fernandes (TV TEM, 2016)

 

Pois bem, o áudio é apenas mais uma função do sistema brasileiro de TV Digital. Esperamos que em breve com o desligamento do analógico, a grande parte da população possa aproveitar mais estes recursos e que a experiência de consumo de televisão seja cada vez melhor.

Se você possui a recepção da TV Digital na sua casa, faça o teste. Nas configurações do seu televisor há as opções de áudio que podem ser selecionadas.

opções audio

Na próxima postagem vamos falar um pouco sobre o áudio 5.1.

Grande abraço!

Referências: http://www.ebc.com.br/noticias/2015/08/ibge-62-da-populacao-tem-algum-tipo-de-deficiencia e http://audiodescricao.com.br/ad/

Cronograma da TV Digital sofre novo atraso

Novamente o Switch-off sofre alterações em seu cronograma e com isso somente duas cidades possivelmente terão seus sinais analógicos desligados, sendo elas Brasilia e Rio Verde – GO. Todas as demais que estavam programadas, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, realizarão o desligamento somente em 2018 (alguém dúvida de um novo adiamento?).

A necessidade foi observada e aprovada pelo Gired, grupo que envolve várias empresas e está responsável pelo desligamento analógico. O fato começou a ser observado na cidade teste de Rio Verde-GO, onde muitas residências ainda não possuíam o receptor digital, bem como a capital paulista, onde seguindo o cronograma inicial o desligamento ocorreria no próximo mês de Maio.

Há neste momento um impasse entre o Gired e as emissoras, uma vez que existe a necessidade de acelerar este processo para liberação da faixa dos 700MHz para posterior utilização do 4G, porém as emissoras pressionam pois entendem que grande parte da população ainda não está preparada para a recepção digital da televisão, podendo assim ocasionar uma perda significativa de seu público.

Cabe neste momento além de uma análise imparcial sobre os interesses em jogo, tanto das emissoras quanto do Governo, entender qual a dificuldade que a população está encontrando nesta digitalização. Acredito ainda que muito além do custo envolvido na troca do equipamento está a ausência de informações e orientações sobre o tema. Grande parte da população  desconhece a necessidade da atualização do seu receptor para que possa continuar a assistir a televisão após a mudança. E é justamente neste ponto que as emissoras e governo podem se aliar em busca de uma melhor “conscientização em massa”, buscando com mais seriedade a implantação do Sistema de Transmissão Digital para a televisão no Brasil.

E você, o que pensa sobre este impasse? Deixe sua opinião!

Rodrigo Angelotti

Série – TV Digital no Brasil | Episódio 11 – TV x Internet

Hoje falo sobre um dos temas mais discutidos nos últimos anos na comunicação, a Internet. Com certeza você já ouviu ou leu em algum lugar a afirmação de que a Internet vai matar a televisão, assim como a muito tempo ouvimos que a Televisão iria matar o rádio e outras muitas afirmações neste sentido. Fato é que nenhuma destas mídias morreram. Podemos observar ainda como o rádio aproveitou da tecnologia para complementar serviços utilizando a internet para transmitir sua programação.

A internet de fato levou parte do público da TV e isso se deve a uma série de fatos , destaco alguns abaixo:

– A Internet é multimídia (Áudio, vídeo, texto, etc);
– É interativa;
– Todo o conteúdo exibido é controlado pelo usuário, sendo assim extremamente segmentada;
– Deu voz ao usuário, fator muito importante em novas mídias.
– A velocidade com que as coisas acontecem e são comunicadas;

Nos últimos anos e até com as novas possibilidades da TV Digital, algumas emissoras tem reavaliado a questão do uso da internet. Ao que me parece, começam a entender que a internet é uma forte aliada no sentido de complementar o serviço oferecido e a melhoria da experiência do usuário, agindo mais como fator convergente.

A Televisão ainda tem uma grande dificuldade neste sentido no que diz respeito ao MODELO DE NEGÓCIO, que ainda muito rígido não tem arriscado muito nesta convergência e ainda não encontrou uma forma rentável de aliar estas plataformas. Algumas tentativas são vistas com a Rede Globo que criou seu próprio “Netflix”, onde disponibiliza todo seu acervo de maneira paga, ou ainda com o SBT que tem feito um bom uso das mídias sociais e até mesmo do Youtube com conteúdo liberado, mas ao meu ver nada ainda que podemos falar: É ISSO!

Vamos ao programa:

Tem alguma informação para complementar o conteúdo? Envie nos comentários e compartilhe seu conhecimento com os outros leitores.

Um abraço.

Rodrigo Angelotti

SÉRIE – TV DIGITAL NO BRASIL | EPISÓDIO 10 – CENTRAL MULTIMÍDIA

De volta com a Série TV Digital no Brasil, hoje falo um pouco sobre a ideia de tornar a televisão uma “Central Multimídia”.

Se analisado a situação a qual a TV Digital chega ao Brasil, mas também se analisado mundialmente, há fortes indícios que de que televisão passará por mudanças em relação ao seu uso habitual. A convergência com outras plataformas, principalmente com a internet, fará com que novas funções sejam agregadas a experiência de uso deste dispositivo, gerando um possível maior engajamento e diversificação no seu uso.

Por exemplo:

A Televisão sempre esteve em um lugar de destaque nos lares, seja a sala para seu uso em grupo ou quarto para o consumo individual. Vamos imaginar um nível avançado desta convergência onde, por exemplo, você possa acessar seus documentos do computador ou sua agenda de forma rápida, no canto da tela onde você acompanha o telejornal matinal. Talvez você me diga que isso já acontece com o uso de Smart Tvs, mas este foi apenas um exemplo e conforme a tecnologia permita outras diversas aplicações certamente surgirão.

Podemos imaginar uma televisão com leitor de Blu-Ray, 3D, leitor de mídias para XBox/Playstation, Navegador Web (Youtube, NetFlix, etc), Rádio Digital, conexão direta com Satélite da TV por assinatura (sem receptor) e saídas 8.1 para seu sistema de Som. Muito distante? Talvez não.

Entendo que isso pode não ter uma relação tão direta com o fato da TV Digital, mas devemos pensar a longo prazo quando estamos prestes a discutir o modelo de negócio para esta televisão. Suas características devem ser atraentes e agregar valor ao consumidor frente a estas vantagens que devem surgir em um curto período de tempo.

Próximo post será feito na Terça-Feira (28/04) com um dos temas mais importantes da série: TV x Internet, aliadas ou inimigas? Algum palpite? Envie nos comentários.

Ausência do Blog

Olá.

Conforme a programação de postagens do blog, que são feitos as Terças e Quintas, hoje infelizmente não conseguirei postar o episódio 10 por 2 motivos:

– Estou em viagem pela empresa, o acesso a internet esta limitado.

– Até havia deixado o programa pronto e postado no youtube, porém estava com um problema no áudio.

Com isso deixo para Quinta-feira a postagem. O tema será “Central Multimídia“. Fiquem ligados.

Um abraço.
Rodrigo Angelotti

Série – TV Digital no Brasil | Episódio 09 – Audiência

Hoje falaremos sobre um dos aspectos mais importantes, senão o mais importante, da Televisão que é a audiência. As pessoas as quais assistem a determinado programa ou emissora (se pensando em massa, milhares de pessoas) são, literalmente, quem ditam as regras. Saber quem são estas pessoas e do que elas gostam se torna fator crucial na definição de um programa, seu horário, sua aparência…ou seja, tudo está diretamente relacionado a audiência.

Partindo para o nosso foco que a TV Digital, surge com ela uma questão bastante interessante que é a possibilidade de uma medição da audiência não mais através de amostras e institutos mas sim através de informações específicas sobre cada usuário (antigo espectador) e sua reação ao conteúdo transmitido.

Como funciona(ria)?

A primeira coisa que precisamos entender é que agora com o digital haveria a possibilidade de armazenamento de dados no receptor, sejam estes dados os enviados pela emissora e exibidos na tela ou as ações executadas pelo usuário através do controle remoto. Agora vamos imaginar que a opção do canal de retorno, já discutido no blog, funcione plenamente e que estes dados das ações possam ser transmitidos de volta para emissora ou para um centro de tratamento destas informações. Teríamos ai uma gama riquíssima de informações geradas por cada individuo, transmitido instantaneamente. Sem muita teoria, o que se ganha?

– A resposta/reação imediata do público durante a exibição de determinado programa. Pode-se saber se as pessoas trocaram de canal ou ainda com o uso da interatividade saber se estão gostando do conteúdo, medindo a satisfação diretamente com seu público.

– Seria possível também recolher informações específicas sobre cada usuário (assim como a internet faz).

Em ambos os casos há o interesse da emissora e principalmente o interesse por parte da publicidade que conseguiria através destas ricas informações direcionar seus anúncios a uma “massa selecionada”, ou seja, um número muito grande de pessoas mas que foram selecionadas de acordo a necessidade (sexo, idade, preferências por conteúdo, etc.).

Qual a dificuldade?

Para que estas possibilidades na medição da audiência se tornem possível, além do canal de retorno em pleno funcionamento precisaria ainda se pensar na questão das múltiplas telas e outras formas de consumo deste conteúdo gerado pelas emissoras. A partir do momento que se permitiu a recepção móvel devemos tratar estes usuários também como audiência, ai então a necessidade do desenvolvimento de tecnologia que permita também medir as pessoas que assistem a televisão digital através do celular, por exemplo. Outra questão seria o consumo de material gravado e on demand. O SBT por exemplo realiza a postagem de boa parte de sua programação no youtube e estes vídeos geram milhares de views e estas pessoas podem sim ser considerados audiência pois em algum momento elas tiveram a ação de selecionar determinado programa para assistir.

E a privacidade, como fica?

Assim como na internet a discussão sobre a privacidade surge como algo inevitável quando se pretende utilizar os dados de uso gerado por parte do usuário. Penso que haveria a necessidade de um órgão sério (difícil né?) no qual seriam centralizadas todas as informações referentes a audiência e este órgão direcionar as informações de consumo filtradas as emissoras. Seria complexo devido a questão do volume de informações e velocidade que isso precisaria ser feito. Outra possibilidade seria a de já no desenvolvimento da tecnologia se pensar em captar apenas os dados que não comprometam ou relacionem pessoa audiência diretamente ao indivíduo em específico, ou ainda centrais de amostragem por cidades ou regiões.

O fato é que os institutos de audiência perceberam esta necessidade de mudança e estão correndo atrás. O IBOPE por exemplo informou que fará a medição de audiência do consumo de material gravado. Outros institutos partem para o lado da reação, se associando por exemplo ao Twitter para avaliar estas pessoas que falam sobre determinado programa / emissora, afim de enriquecer os dados obtidos.

Outra longa discussão e que necessitaria de um aprofundamento qual não é o objetivo desta série. Neste momento o objetivo é apresentar os temas relacionados a implantação da TV Digital no Brasil, mas certamente voltaremos a todas as discussões apontadas e, ai sim, nos aprofundaremos.

Vamos ao vídeo:

Tem alguma informação para complementar o conteúdo? Envie nos comentários e compartilhe seu conhecimento com os outros leitores.

Um abraço.

Rodrigo Angelotti