Transmissões ao Vivo pela Internet. Uma nova TV ?

O número de transmissões de vídeo e áudio ao vivo pela internet cresce a cada dia,  e o público online parece gostar da tendência já que grandes empresas do ramo de tecnologias e de comunicação, como Google e Globo,  já utilizam da modalidade que chega mais com o intuito de complementar do que concorrer com outros meios.

E expansão da banda larga pelo país facilitou o acesso a essas transmissões ao vivo, já que é necessário nestes casos uma internet com alguns requisitos mínimos para que se carregue e execute o stream. O próprio Google libera a seus usuários uma versão do Hangout, que permite você transmitir um vídeo para mundo, ao vivo, direto de sua webcam por exemplo.

Prova de que o número de pessoas que já utilizam desta nova tecnologia cresce a cada dia, foram os números alcançados durante a última Champions League,  onde o Portal Terra realizou a transmissão ao Vivo, online, e diz ter alcançado 9,4 milhões de brasileiros e realizado durante toda a competição um total de 54 milhões de streamings de vídeo ao vivo e on demand. O destaque ficou por conta que desses números, um total de 15% foram executados de aparelhos portáteis como Tablets e SmartPhones. O Portal Globo.com também realizou a transmissão ao vivo da final da competição, inclusive gerando um programação especial voltada a transmissão online, com mais de 3 horas de pre jogo, locutores e comentaristas exclusivos e cobertura total do evento, tudo para a plataforma online.

Fato é que a demanda por vídeos online teve seu boom com o Youtube (e outros milhares de sites de compartilhamento de vídeo online) e a facilidade com a qual conteúdo vídeo é gerado na rede. As pessoas se acostumaram a buscar explicações para suas dúvidas, entretenimento, notícias, tudo em formatos audiovisuais numa evolução perfeita do que a TV se propôs a fazer.

Rodrigo Angelotti dos Santos
Comunicação Social –Rádio e Televisão

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O rádio digital no Brasil. Até onde a evolução é bem-vinda?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O tão falado futuro do rádio, na verdade, começou com o advento do FM, que dobrou o número de emissoras até então existentes — com elevação da qualidade do som — e, com isso, aprofundou uma forte característica dessa mídia: a sua alta capacidade de segmentação. Seja a partir do foco num determinado estilo de programação ou perfil de público, o rádio consegue oferecer soluções para os anunciantes que muitas outras mídias não conseguem.

A chegada do rádio digital ao Brasil poderá possibilitar novos avanços, apesar das discussões em torno da robustez do sinal e do alto preço dos receptores. O rádio, cada vez mais, será encarado como uma “central de convergência de mídias”, onde, juntamente com o áudio, o ouvinte poderá receber textos e até fotos. No novo sistema, o som das emissoras AM recebe qualidade de FM e as FMs ganham som de CD. Cada frequência poderá ter até quatro programações simultâneas, o que aumentaria — e muito — a audiência alcançada, a variedade de opções para o anunciante e, por conseguinte, os empregos gerados pelo setor.

Aqui no Brasil, o ministério das comunicações desde 2011, testa dois padrões de transmissão digital. O norte-americano (Iboc ou HD Radio) e o europeu (DRM).  Esses dois sistemas de rádio digital estão sendo testados para verificar qual deles melhor se adapta ao país. Os testes foram realizados em rádios AM e FM, em baixa, média e alta potência, nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Com toda essa evolução e integração da tecnologia digital, abro aqui o questionamento sobre como o rádio digital se portará diante da internet fácil em qualquer lugar e vale a pena pensar: se o rádio está crescendo e se expandindo para novas plataformas, como será que as emissoras devem se posicionar enquanto marcas e negócios? A resposta está naquilo que o rádio verdadeiramente oferece e vai além de qualquer discussão relacionada com tecnologia de transmissão ou recepção de sinal — afinal, isso muda o tempo todo.

Fonte: http://www.abert.org.br/site/index.php?/clipping/clip2012/radio-digital-sera-tema-de-audiencia-publica.html

Lucas Morgante

TV e Internet: Inimigas ou aliadas?

Frente a frente, os 2 meios de comunicação mais populares do planeta. A importância de cada um se torna inegável a esta altura, já que a Televisão mudou a forma como as pessoas vêem o mundo, tornando nítido os fatos desde o inicio do século 20. A internet, mais recente, mudou a forma como as pessoas se comunicam e interagem, agrupando conhecimento  e rompendo barreiras, tornando tudo possível em apenas um clique.

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Ambas precisam de pessoas para as movimentar, e principalmente para utilizar o conteúdo gerado. Acredito que não há esta tão comentada “concorrência”, e que cada uma tem sua importância e característica única. Por exemplo, na busca por informação a internet sai na frente no quesito quantidade e possibilidades de fontes para a informação, porém, na TV todas essas informações já foram apuradas e repassadas, não exigindo esforço por parte do expectador. Em contra partida na internet há a opção de escolher a informação (ou segmento) que deseja, além de permitir a  escolha da hora em que se quer ver, enquanto na televisão você está submetidos a “grades”.

A interação Internet e Televisão se aproxima ainda mais quando falamos em Smart TVs ou, Televisores com acesso a internet (e que pode ainda aliar-se a tão esperada TV Digital). A junção destas facilidade traria largas vantagens as Televisão, já que ao assistir um comercial de TV, por exemplo, instantaneamente poderia se clicar e ir direto as compras, tudo pelo controle remoto, sem esforço algum.  Tudo bem que estamos longe desta plano ideal de TV Digital e que há ainda o “habito”, mas este assunto fica para outra postagem específica sobre a integração Internet e TV.

Enquanto essa integração total não avança, conflitos entre os meios surgem. O mais recente e mais comentado foi o caso da emissora Globo, que decidiu remover de suas postagens no Facebook todos os links, alegando que “O Facebook não é importante na distribuição da Globo. Representa menos de 2% na média, em alguns produtos menos de 1%”, afirma Juarez Queiroz, CEO da Globo.com .

Muito se falou sobre o tema, alguns defendendo a emissora no que diz respeito a dependência de grandes sites como Google e Facebook, que podem sim em alguns anos sumir, como aconteceu com o Orkut, e outros muitos criticando tal atitude, alegando que a Rede Globo não soube utilizar o poder das redes sócias, alegando que a maior parte de sua audiência esta lá e agora não tem acesso direto ao conteúdo devido a ausência de facilidades (links).

Entendo a posição da Globo e a posição das pessoas que comentaram sobre porém acredito que a questão vai além do que se vê. Basicamente tudo hoje na internet gira em torno de Visitação e venda de anúncios, para que esses visitantes vejam marcas. Então, logo entende-se que o Facebook com seu gigante alcance, estava tomando alguns anunciantes do Globo.com, tendo em vista a possibilidade de anúncios pagos na rede social, além de filtros mais específicos de quem atingiria, coisa que em um website como o Globo.com fica difícil, por ser aberto a todos, inclusive ao anônimo (que não se tem nenhuma informação sobre).Então esta pode ser a saída encontrada pela emissora para forçar o leitor a visitar sua página, e não mas só ler o resumo no Facebook, além de tentar deixar claro sua não dependência das redes sociais. Um erro ou um acerto ? Uma discussão longa em um meio ainda não explorado.

E você, oque achou a decisão da Emissora em não fornecer mais links de acesso em suas postagens nas redes sociais?

 
Rodrigo Angelotti dos Santos
Comunicação Social –Rádio e Televisão

O Rádio e as Mídias Digitais – Como sobrevive o meio de maior alcance no Brasil.

Foi no feriado de 7 de Setembro de 1922, pelas ondas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, que o Brasil recebeu as primeiras ondas de radiodifusão. Desde então se passaram mais de 90 anos, o rádio se consolidou como amigo dos solitários, companheiros das donas de casa, copiloto dos motoristas e fonte das novas músicas que ditaram tendência na sociedade.

Um meio que em seus mais de nove décadas em nosso país, passou por evoluções que mudaram nossa percepção de entender o mundo e até mesmo nossa própria comunidade.

Que ele tem toda a magia de criar fantasias na cabeça do ouvinte, todos nós comunicadores já estamos cansados de saber, mas o que realmente essa publicação que te falar, é como o rádio tem procurado seu espaço neste turbilhão de bytes de informação que a internet tem despejado, mirando não só o rádio, mas também a televisão, a mídia impressa e até o cinema.

Vivemos na era pós moderna, onde temos a necessidade da informação, por mais que não demos toda a nossa atenção a ela. E a internet nos possibilita um gigantesco acervo de notícias, conhecimentos, opiniões e críticas em relação a tudo.

O rádio, por décadas foi a fonte principal de todas essas necessidades citadas anteriormente, pois em rodas de amigos, conversas por telefone entre donas de casa, o que era dito no rádio, se tonava assunto na grande massa.

Com a chegada da internet, principalmente pela expansão das telecomunicações e a banda larga, o rádio ficou estagnado nessa evolução. Claro, temos que admitir que a utilização de tecnologias como o satélite, possibilitou uma maior evolução da abrangência de emissoras pelo nosso país. Porém, o rádio não modificou sua linguagem, seu formato, e mais do que isso, não conversou mais com o ouvinte.

Diferentemente, a internet chegou para dar cara a quem recebia a comunicação e pode mostrar a opinião de quem realmente se interessava pelo assunto, através de comentários e repercussão das notícias.

Felizmente, uma luz no fim do túnel apareceu para o rádio, ou melhor, ele precisou se reinventar. Em uma entrevista há pouco mais de dez anos, o presidente da Jovem Pan, Antônio Augusto de Amaral Carvalho, o Tuta, afirmou que tanto o rádio AM quanto o FM, iriam desaparecer. Ele estava certo, o rádio seria digital, e você aí sentando na frente do computador ou no ponto de ônibus pelo smartphone, poderia ouvir a programação de qualquer rádio do Brasil e do mundo.

Sem dúvidas os efeitos da globalização impactaram também os meios de comunicação. Especificamente o rádio ainda procura a adequação ideal a essa nova realidade.

Neste conceito, abrimos duas vertentes: O rádio pela internet e o rádio digital, aliás este segundo, que será o tema da nossa próxima publicação.

O rádio pela internet, utiliza um sistema chamado streaming, onde de qualquer dispositivo que tenha acesso a rede, é possível ouvir todas as rádios do mundo, sem ruídos ou interferências, com um pequeno atraso, que na nossa língua radiofônica, um delay.

O interessante desta ferramenta, é que diversas rádios podem ter um alcance muito maior, trabalhar em conjunto com outras plataformas, como redes sociais, e poder oferecer diferentes tipos de programação. Um bom exemplo é a Rádio Transamérica que dispõe de diferentes tipos de playlists para diversos gostos musicais.

Por fim, vejo nesta descoberta a união entre dois meios de comunicação de massa que podem aliar informação, entretenimento e conteúdo em um só lugar.

Com a entrada de novas emissoras, a chegada dos MP3 Players e dos Ipods, com a fácil disseminação da informação, personalização das seleções musicais, o consumismo acelerado, a globalização, o avanço constante da informática e a convergência das mídias, tornou-se primordial buscar entender, de forma geral, os rumos que o veículo rádio pode tomar a curto, médio e longo prazo e de forma específica, o que o público jovem está interessado em consumir.

Na próxima postagem falaremos um pouco sobre o que rádio digital e como anda toda a burocracia por parte do nosso governo federal e que está atrasando ainda mais a evolução do rádio em nosso país.

Até breve!

Lucas Morgante