O Rádio e as Mídias Digitais – Como sobrevive o meio de maior alcance no Brasil.

Foi no feriado de 7 de Setembro de 1922, pelas ondas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, que o Brasil recebeu as primeiras ondas de radiodifusão. Desde então se passaram mais de 90 anos, o rádio se consolidou como amigo dos solitários, companheiros das donas de casa, copiloto dos motoristas e fonte das novas músicas que ditaram tendência na sociedade.

Um meio que em seus mais de nove décadas em nosso país, passou por evoluções que mudaram nossa percepção de entender o mundo e até mesmo nossa própria comunidade.

Que ele tem toda a magia de criar fantasias na cabeça do ouvinte, todos nós comunicadores já estamos cansados de saber, mas o que realmente essa publicação que te falar, é como o rádio tem procurado seu espaço neste turbilhão de bytes de informação que a internet tem despejado, mirando não só o rádio, mas também a televisão, a mídia impressa e até o cinema.

Vivemos na era pós moderna, onde temos a necessidade da informação, por mais que não demos toda a nossa atenção a ela. E a internet nos possibilita um gigantesco acervo de notícias, conhecimentos, opiniões e críticas em relação a tudo.

O rádio, por décadas foi a fonte principal de todas essas necessidades citadas anteriormente, pois em rodas de amigos, conversas por telefone entre donas de casa, o que era dito no rádio, se tonava assunto na grande massa.

Com a chegada da internet, principalmente pela expansão das telecomunicações e a banda larga, o rádio ficou estagnado nessa evolução. Claro, temos que admitir que a utilização de tecnologias como o satélite, possibilitou uma maior evolução da abrangência de emissoras pelo nosso país. Porém, o rádio não modificou sua linguagem, seu formato, e mais do que isso, não conversou mais com o ouvinte.

Diferentemente, a internet chegou para dar cara a quem recebia a comunicação e pode mostrar a opinião de quem realmente se interessava pelo assunto, através de comentários e repercussão das notícias.

Felizmente, uma luz no fim do túnel apareceu para o rádio, ou melhor, ele precisou se reinventar. Em uma entrevista há pouco mais de dez anos, o presidente da Jovem Pan, Antônio Augusto de Amaral Carvalho, o Tuta, afirmou que tanto o rádio AM quanto o FM, iriam desaparecer. Ele estava certo, o rádio seria digital, e você aí sentando na frente do computador ou no ponto de ônibus pelo smartphone, poderia ouvir a programação de qualquer rádio do Brasil e do mundo.

Sem dúvidas os efeitos da globalização impactaram também os meios de comunicação. Especificamente o rádio ainda procura a adequação ideal a essa nova realidade.

Neste conceito, abrimos duas vertentes: O rádio pela internet e o rádio digital, aliás este segundo, que será o tema da nossa próxima publicação.

O rádio pela internet, utiliza um sistema chamado streaming, onde de qualquer dispositivo que tenha acesso a rede, é possível ouvir todas as rádios do mundo, sem ruídos ou interferências, com um pequeno atraso, que na nossa língua radiofônica, um delay.

O interessante desta ferramenta, é que diversas rádios podem ter um alcance muito maior, trabalhar em conjunto com outras plataformas, como redes sociais, e poder oferecer diferentes tipos de programação. Um bom exemplo é a Rádio Transamérica que dispõe de diferentes tipos de playlists para diversos gostos musicais.

Por fim, vejo nesta descoberta a união entre dois meios de comunicação de massa que podem aliar informação, entretenimento e conteúdo em um só lugar.

Com a entrada de novas emissoras, a chegada dos MP3 Players e dos Ipods, com a fácil disseminação da informação, personalização das seleções musicais, o consumismo acelerado, a globalização, o avanço constante da informática e a convergência das mídias, tornou-se primordial buscar entender, de forma geral, os rumos que o veículo rádio pode tomar a curto, médio e longo prazo e de forma específica, o que o público jovem está interessado em consumir.

Na próxima postagem falaremos um pouco sobre o que rádio digital e como anda toda a burocracia por parte do nosso governo federal e que está atrasando ainda mais a evolução do rádio em nosso país.

Até breve!

Lucas Morgante

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