TV Digital no Brasil – Da película ao bit [2]

A TV analógica baseou-se no antigo cinema de 16mm. Entretanto, o cinema evoluiu e a resolução melhorou, aumentando assim seu campo de visão. A televisão não podia ficar para trás.

Atualmente há três padrões de TV digital terrestre em operação no mundo (há um quarto padrão, o DTMB, mas que é utilizado somente da China) : o padrão americano, Advanced Television Systems Committee (ATSC), o padrão europeu, Digital Video Broadcasting-Terrestrial (DVB-T) e o padrão japonês, Integrated Services of Digital Broadcasting-Terrestrial (ISDB-T).

Digital broadcast standards

O padrão europeu surgiu em 1993 por meio do consórcio DVB, que reuniu diversos grupos públicos e privados e teve como foco a oferta múltipla de programas para aparelhos de televisão digital com definição padrão (SDTV). O Reino Unido investiu maciçamente nessa nova tecnologia, principalmente por meio da BBC, e lançou o serviço de televisão digital em 1998, mesmo ano em que surgiu nos Estados Unidos.

A opção pela multiprogramação é explicada pelo fato de o espectro na Europa ser bastante congestionado, e a possibilidade de ter novos canais no sistema digital era uma necessidade e um ganho significativo (MOTA; TOME, 2005).

Com relação ao padrão de TV digital terrestre norte-americano, a Federal Communication Commission (FCC), agência reguladora do setor de comunicações, que abrange telecomunicações e radiodifusão, adotou o Advanced Television Systems Commitee (ATSC) nos Estados Unidos em 1996 e teve como foco a difusão da televisão de alta definição – HDTV.

Adotou-se no Brasil o padrão japonês, que foi criado em 1999 e desenhado com foco na transmissão para aparelhos portáteis e móveis, além da alta definição.

As transmissões terrestres de TV digital tiveram início no final de 1995 na Europa (Inglaterra), no final de 1998 nos Estados Unidos e em dezembro de 2003 no Japão.

O padrão japonês, por ter sido o último a ser desenvolvido, beneficiou-se de conhecimentos técnicos não disponíveis nos períodos nos quais os outros dois padrões foram desenvolvidos. Um exemplo disso é a codificação de vídeo para a qual todos os padrões empregam o MPEG-2. No entanto, no caso de transmissão para aparelhos móveis, o ISDB optou pelo H.264, também conhecido como MPEG-4 Part 10 ou MPEG-4 AVC (Advanced Video Codec). Esse padrão de compressão tem sido visto como o sucessor do MPEG-2, produzindo um aumento de duas a três vezes na taxa de compressão obtida pelo MPEG-2.

Rodrigo Angelotti dos Santos

Fonte:

Desafios Concorrenciais e Regulatórios na Implantação da TV Digital no Brasil.

Maria Cristina de Souza Leão Attayde; Brasília – DF

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s