TV Digital no Brasil – Da película ao bit [4]

Continuando a série de postagens sobre a TV Digital no Brasil, falo hoje um pouco sobre a relação Sociedade e Tecnologia.

As evoluções entre gerações nunca foram tão rápidas e significativas. A nova geração é tecnológica, digital e conectada. Se torna múltipla nas conexões e tem necessidade de interação/informação. E focando este público que tão logo será maioria na sociedade, a TV se reinventa, passa de emissora de conteúdo continuo e que se utiliza do esquema – emissor – mensagem – receptor onde quem assisti é mero espectador, e passa agora para uma geradora de múltiplos conteúdos, abre espaço para ouvir e interagir com o público e torna a telecomunicação a via de duas mãos com a possibilidade de retornar a informação.

Notamos nos últimos anos o crescimento astronômico do site de vídeos Youtube e isso explica muita coisa. Números apontam que a cada minuto são enviados ao site mais de 72 horas de vídeo. Hoje a necessidade da informação não tem hora marcada para começar como em uma grade de programação.  O Youtube, enquanto portador de vídeos por demanda, se mostrou eficiente nesta solução pois as pessoas não precisavam ficar acordadas até a madrugada para assistir determinada competição das olimpíadas de Pequim, ela simplesmente escolhia a hora, encontrava a prova que queria no site, e assistia, com as vantagens se pausar e pular partes menos interessantes na sua avaliação.

Começamos com isso entender que esta flexibilidade de programação adaptada para sua rotina se torna necessária, mas possuir também o tempo real como opção. Por exemplo, a pessoa pode assistir no outro dia o capítulo da novela que perdeu mas também assistir à um jogo da copa do mundo ao vivo. Não precisamos olhar longe para imaginar esta situação, basta olharmos para sistemas como o NetFlix.

O advento das novas tecnologias já está alterando a estrutura das emissoras de televisão. Vilches (2003) traz uma importante contribuição com seu livro A migração digital. O pesquisador espanhol nos mostra com muita propriedade qual será o novo papel da mídia, dos espectadores e usuários no novo negócio da comunicação. Neste novo contexto, a mídia passa a oferecer menos produtos e espetáculos e mais serviços. Para ele, em pouco tempo será difícil falar de bons ou maus programas, mas sim em utilidade e inutilidade. Outra estratégia apontada pelo autor é de que as novas ações de marketing dos conglomerados de comunicação (geralmente empresas de rádio, televisão, jornais e revistas) buscam criar serviços integrados convertendo-se em portais na internet onde o conteúdo produzido nas mídias tradicionais é oferecido em sua totalidade ou não, gratuito ou restrito a assinantes. O que já vem sendo realizado pela TV Globo, TV Record, SBT e Band.

Encontrei esta imagem na internet e deixo registrado que a questão vai muito além, mas serve para um comparativo superficial e prático, com tópicos que o Digital parece ser capaz de resolver.

Youtube x TV
Youtube x TV

Por

Rodrigo Angelotti dos Santos

Referências:

GOBBI, MC., and , KERBAUY, MTM., orgs. Televisão Digital: informação e conhecimento [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura acadêmica, 2010. 482 p. ISBN 978-85-7983-101-0.

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