Vestíveis, conectados, mas… seguros?

Os gadgets disponíveis hoje em dia para nos deixar mais conectados são de uma variedade crescente inacreditável. Os vestíveis são itens que sempre me surpreendem e me assustam ao mesmo tempo e, parafraseando alguém que me chamou a atenção pelo comentário e não pela obra em si: não consigo deixar de pensar nos Jetsons. Acontece que nos Jetsons eles não lidavam com crimes cibernéticos que já fazem parte da nossa rotina e vão fazer ainda mais.

A verdade é que estudiosos já começam a se preocupar com os vírus desses gadgets essencialmente pela quantidade de dados pessoais que eles armazenam e armazenarão cada vez mais. O preço dessa tecnologia ainda é salgado, mas como tudo, tende a se popularizar rapidamente. E já imaginou se você perde aquele relógio que está pareado com o seu notebook, com o seu smartphone ou o seu tablet que carregam informações da sua empresa, e, pior, de sua família (-humanizemos um pouco as coisas)… A segurança dos dispositivos tem de ser pensada na sua concepção. Tamanha facilidade tem de vir acompanhada de igual segurança.

 

Segurança virtual

Tony Anscombe, chefe de produtos gratuitos da AVG, demonstra sua preocupação e diz que os ataques deverão focar nos smartphones conectados aos dispositivos vestíveis, já que o mecanismo de funcionamento já é conhecido pelos hackers e, normalmente, os usuários são obrigados a usar dois ou mais dispositivos ‘smart’ pareados. Certo que, pode parecer tendencioso vindo do alto escalão de uma empresa de antivírus, mas obviamente não podemos descartar que hoje muito menos “coisas” guardam muito mais informações e quando há “mais coisas”, todas elas tem as mesmas informações, o que deve ser um prato cheio para um hacker. Um relógio leva a um computador, a um celular, que leva a um carro, que leva a um lugar, uma conta no banco e pronto… sua privacidade que é criminosamente invadida e obviamente os danos não serão pequenos.

Anscombe também questiona a privacidade quando cita carros conectados: “Quando eu vender esse carro, o comprador terá acesso às minhas informações? Vou poder realizar um reset de fábrica no automóvel?”; perguntas como esta reiteram a questão de que o avanço da segurança tem de ser proporcional ao avanço de facilidades digitais. Me questiono até onde esses vírus podem chegar… Se quando alcançarem vestíveis como o “Google Glass” todas as imagens da câmera poderão ser acessadas pelo hacker… Preocupa.

Notamos que não é só um problema dos vestíveis. É algo que atinge tudo que esteja conectado e que de alguma forma vá ser acessível posteriormente por alguém, ou ocasionalmente em decorrência de um furto.

O mercado dos gadgets vestíveis e da “internet das coisas” ainda é muito novo, o que gera alguns receios aos investidores de grandes marcas.  No caso dos vestíveis, percebemos um gancho muito grande que tentaram pegar com o modismo do esporte. A Nike por exemplo abriu mão da sua divisão de gadgets vestíveis, e segundo o porta-voz da empresa, Brian Strong, a Nike deve manter o foco em outras prioridades. Mas me pergunto se esse “abandono” da Nike dessa frente tecnológica não se deu justamente quando analisados os riscos de vírus nesses novos produtos. Especialistas devem constatar uma necessidade de fabricação de mecanismos contra essas ameaças, o que deve gerar ainda mais custos, o que talvez inviabilizasse um produto desse para um especialista em esporte. Em contra partida, a Google vem apresentando novas opções como o Android Wear e o tão amado e questionado GoogleGlass. Situações como essa me fazem acreditar que temos produtos que apresentam muitas facilidades mas ainda não estão preparados para assegurar nossa privacidade adequadamente, uma vez que isso deixaria os dispositivos ainda mais caros do que já são. E percebemos que só quem vem investindo nisso são empresas de tecnologia, não empresas de vestuário investindo em tecnologia para seus produtos. Enfim… pode ser só mais um motivo para desconfiar da segurança.

E independente de segurança, vírus em vestíveis podem não ser uma boa ideia. Imagine:

Dia atribulado, sem tempo pra nada, seu relógio que está conectado com a sua geladeira mandou sua lista de compras para a oficina e era uma vez o jantar!

…Há de se achar um pouco de humor…!

 

Flaw Bone

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