Fazer o que gosta ou gosta do que faz?

As pessoas confundem muito “fazer o que gosta” com o “gostar do que faz“.

É fácil notar quando uma pessoa está ali cumprindo tabela, como diria na gíria do futebol, ou quando ela está ali para ser útil. Fico realmente sem entender a pessoa que acorda em sua vida todos os dias as 6 horas da manhã para ser infeliz num lugar onde ela não é obrigada a estar. Imagino o quão doloroso deve ser o dia desta pessoa que tem que fazer coisas por pura obrigação e em nada a satisfaz aquela atividade.

Ter em mente que é mais fácil você se apaixonar pelo que faz do que fazer o que é apaixonado é importante em todos os sentidos. Não da para ficar esperando o dia que talvez você faça algo que goste. Cada dia é uma nova oportunidade de aprender algo, pensar algo, fazer algo que ajude alguém e que de alguma maneira o faça sentir útil (não, não é Paulo Coelho).

É muito fácil ficar reclamando de Deus e do mundo quando nós mesmos não saímos do lugar para mudar nada. Tudo está errado mas ninguém quer arrumar e aquele que quer, se destaca. Não acredito em quem justifica sua infelicidade pelo fato de que “ah, no meu trabalho não tenho como mudar nada, é um sac#%”. Primeiro porque sempre há como melhorar algo, algum processo, mínimo que seja mas que lá na frente pode refletir melhores resultados. Segundo porque você não nasceu neste trabalho e pode sair a qualquer momento.

Pense antes de reclamar que vai acordar cedo para trabalhar, porque se fosse para acordar 3 horas antes para ir para a praia você acordaria super animado e disposto. Então lembre-se, o problema não é o horário e sim o quão entusiasmado você é com o seu dia e oque fará nele.