Áudio na TV Digital

Além da alta definição de imagem, mobilidade, robustez do sinal e interatividade, a TV Digital aqui no Brasil pode oferecer mais um atrativo para o telespectador: Opções de áudio.

Na TV analógica é possível também uma segunda opção de áudio, mas pouco utilizada atualmente.

Com a popularização dos serviços On Demand e a vasta propagação dos DTHs, as emissoras de TV aberta precisaram também se adaptar à maneira de como as pessoas consomem seus conteúdos, em diferentes plataformas, e o principal, em necessidades distintas.

No SBTVD-T (sistema brasileiro de televisão digital terrestre) há a possibilidade de enviar além do áudio 2.0 (estéreo) da programação normal, o áudio SAP (second audio program) que é utilizado normalmente para a língua natural do programa ou filme, o 5.1 da programação normal, o 5.1 do SAP e por fim, a opção de AUDIODESCRIÇÃO. Lembrando, que todos estes áudios estão agrupados dentro de um único pacote de dados, que é transmitido e o receptor do telespectador reconhece as informações e as processa. Agora vamos entender quem são esses áudios, suas opções, aplicações e funções:

Para um melhor entendimento, vamos utilizar um exemplo real, no caso a TV TEM, emissora afiliada da Rede Globo presente em 318 municípios do interior de São Paulo.

 

AUDIO 2.0 (PROGRAMAÇÃO)

O áudio 2.0 da programação normal é o mais utilizado, consiste de dois áudios distribuídos em forma de estéreo, onde quase todas as televisões atuais reproduzem. Vamos chamar estes áudios de ÁUDIO 01, OK?

2.0

AUDIO 2.O (SAP)

O áudio 2.0 SAP é a mesma forma de transmissão da programação normal, porém nele, em caso de programas ou filmes estrangeiros, são transmitidos na língua natural, sem dublagem. O áudio 2.0 SAP também é reproduzido em quase todas os televisores atuais. Vamos chamar estes áudios SAP de ÁUDIO 03.

AUDIO 5.1 (SAP)

Quando o som é reproduzido na televisão, são dois áudios utilizados, certo? No caso do áudio 5.1 SAP, ele é destinado para as recepções com distribuição interna de mais caixas de som. Deste modo, são mais 6 áudios. Vamos chamar os áudios 5.1 SAP de ÁUDIO 02. Veja o exemplo abaixo:

5.1

AUDIO 5.1 (PROGRAMAÇÃO NORMAL)

Já no áudio 5.1 da programação normal é a mesma lógica do 5.1 (SAP), apenas substituindo o áudio da língua nativa do programa ou filme pelo português.

Abrindo um adendo, quando o programa ou filme não possui a língua estrangeira, os áudios da programação normal são duplicados para os áudios SAP 5.1. Vamos chamar os áudios 5.1 português de ÁUDIO 04.

Até o momento, contabilizamos 16 canais de áudio sendo transmitidos. Mas ainda temos mais opções:

AUDIODESCRIÇÃO

AD

Segundo matéria da EBC de 2015,“Dados do IBGE revelam que 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência”. “Dentre os tipos de deficiência pesquisados, a visual é a mais representativa e atinge 3,6% dos brasileiros, sendo mais comum entre as pessoas com mais de 60 anos (11,5%). O grau intenso ou muito intenso da limitação impossibilita 16% dos deficientes visuais de realizarem atividades habituais como ir à escola, trabalhar e brincar”.

Vistas estas informações, o governo juntamente com as emissoras estabeleceram diretrizes de acessibilidade na televisão, entre elas, a audiodescrição.

Este ótimo site resume bem a audiodescrição:

“O recurso consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.

A audiodescrição permite que o usuário receba a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando que a pessoa desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a subjetividade da narrativa, da mesma forma que alguém que enxerga.

As descrições acontecem nos espaços entre os diálogos e nas pausas entre as informações sonoras do filme ou espetáculo, nunca se sobrepondo ao conteúdo sonoro relevante, de forma que a informação audiodescrita se harmoniza com os sons do filme”. Audiodescrição

Sendo assim temos mais dois áudios da audiodescrição para unir aos 16 canais.

No caso do programa ou filme que seja em português, os dois canais da audiodescrição são substituídos pelo áudio 2.0 SAP (ÁUDIO 03). E mesmo que se o filme ou programa tenha a opção da língua nativa, a audiodescrição prevalece. Abaixo uma tabela exemplificando:

DISTRIBUIÇÃO AUDIO DIGITALDaniel Fernandes (TV TEM, 2016)

 

Pois bem, o áudio é apenas mais uma função do sistema brasileiro de TV Digital. Esperamos que em breve com o desligamento do analógico, a grande parte da população possa aproveitar mais estes recursos e que a experiência de consumo de televisão seja cada vez melhor.

Se você possui a recepção da TV Digital na sua casa, faça o teste. Nas configurações do seu televisor há as opções de áudio que podem ser selecionadas.

opções audio

Na próxima postagem vamos falar um pouco sobre o áudio 5.1.

Grande abraço!

Referências: http://www.ebc.com.br/noticias/2015/08/ibge-62-da-populacao-tem-algum-tipo-de-deficiencia e http://audiodescricao.com.br/ad/

O Rádio e a Audiência [3]

Fechando a série de postagens sobre a audiência no rádio, vamos falar agora sobre os serviços de streaming, passando pelo seu funcionamento e finalmente analisando o quão imprescindível esta tecnologia terá para o rádio no futuro.

FUNCIONAMENTO

O Streaming é um modo de difusão e de leitura de conteúdo, seja ele áudio ou vídeo, com um fluxo contínuo.

Para que estes conteúdos sejam distribuídos é necessário um canal (link), um ponto de transmissão (emissora) outro de recepção (ouvinte), onde tudo isso se conecta pela rede mundial de computadores.

Para que uma emissora possa disponibilizar a sua programação pelo streaming, ela precisa de softwares e uma conexão com a internet que possibilita a disponibilização deste conteúdo em servidores e que o ouvinte através de links ou aplicativos possa ter acesso. Claro, isso depende da demanda da banda de internet que o ouvinte vai ter.

Através do software da emissora para transmissão, é possível adicionar mais dados ou multiconteúdos como nome da música ou do programa, fotos ou textos de acordo com a necessidade do emissor. As informações saem da emissora e pela internet navegam até um servidor que distribuí estes dados e armazenam em IPs que são acessados pelo ouvinte.

Através desta bacana tecnologia, você aí do interior ou da capital pode ouvir a programação de uma rádio do Japão, com toda a qualidade que sai diretamente da emissora.

Esta foi apenas um breve resumo do seu funcionamento, pois a complexidade deste sistema  renderia uma série inteira de postagens, mas acredito que tenha dado pra dar uma clareada!

O STREAMING E O FUTURO.

Bom, agora que vimos o que é o streaming, vamos às inúmeras vantagens que esta tecnologia nos oferece e, em minha opinião, onde será o futuro do rádio.

Vivemos no tempo em que a conectividade está cada vez mais acessível e móvel. Com isso, os meios de comunicação conseguem atingir todos os públicos e com uma abrangência muito maior. No rádio não é diferente.

Um exemplo claro e que mede esta abrangência é quantas vezes você esteve no carro ou no ônibus e durante aquela sua música preferida ou uma informação importante que você ouvia, uma interferência chata lhe atrapalhou? Não foram uma ou duas não é? E isso não acontece só com você!

Bom, com a internet móvel em expansão em nosso país e  com uma maior adesão aos serviços de streaming que as emissoras podem usar, essas chateações se vão. Através de uma conexão 4G ou LTE (ambas em testes no Brasil) a fidelidade no envio dos dados e a recepção por parte dos aplicativos e sites é  bem maior e as interrupções na recepção destas informações são quase nulas.

Outro fator importante nas rádios online é a possibilidade de se ouvir diferentes rádios de todo o mundo. Com o congestionamento no dial e as impossibilidades distanciais é impossível ouvir uma rádio com alguns quilômetros de distância. Lembrando que isso depende da potência do transmissor da rádio.

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AUDIÊNCIA POR STREAMING.

Muito bem, agora vamos ao ponto chave da postagem.

É possível medir quantos dispositivos estão conectados à emissora, e o melhor, em tempo real.

Isso mesmo, com o streaming, a possibilidade das emissoras poderem saber se o público está gostando de um programa ou se um programa agrada mais que o outro, são possíveis. Os softwares de transmissão conseguem receber a quantidade de aparelhos (computadores, tablets, smartphones) que estão conectados aos links ou aplicativos de transmissão. A única preocupação que os institutos de pesquisa e emissoras precisarão, é identificar quem (faixa etária, sexo, preferências, classe social) ouve determinado programa e em qual faixa horária.

Agora pense na revolução que o rádio terá (ou já está) quando você puder ouvir sua emissora favorita no carro indo trabalhar sem interferências ou chiados? E o melhor, recebendo multiconteúdos como a letra da música, ou um mapa com o melhor trânsito para seguir ou até receitas e textos que você pode baixar em seu celular e ler depois? Em minha opinião este será o futuro do rádio, muito mais presente no seu dia, não mais apenas como um companheiro das donas de casa e motoristas ou sistema de som ambiente. Ele será muito mais útil em nossas atividades rotineiras e claro, sempre será nosso companheiro!

Abaixo,você encontra um aplicativo e um site que são bem legais para você ouvir aí no seu computador ou smartphone rádios de todo o mundo:
http://tunein.com/

http://www.radios.com.br/

O Rádio e a Audiência [2]

Dando sequencia na série o Rádio e a Audiência, trago aqui uma notícia que por enquanto atinge somente a área da televisão, mas que em possivelmente em breve estará sendo usada no rádio.

Foi anunciada nesta quinta-feira (14), a contratação do instituto GfK. A empresa alemã prestará o serviço de verificação de audiência, e marcará presença como um novo concorrente para o Ibope.

Segundo o Jornal Folha de S. Paulo, as quatro redes mais interessadas em ter um novo instituto para medir a audiência no Brasil – Record, SBT, Band e RedeTV – prometem fazer muito barulho para o anúncio. A Globo ainda não adotou o serviço.

As emissoras irão noticiar a chegada da empresa em um comunicado oficial, em rede nacional.

O acordo final entre as redes e a GfK foi fechado na quarta-feira (13). O contrato tem duração de sete anos, o instituto terá 1.500 peoplemeters (aparelho que medem audiência, instalados nas casas selecionadas para amostragem) a mais do que o Ibope.

O trabalho começará em dezembro, mas os primeiros dados oficiais devem ser anunciados só no segundo semestre de 2014.

De fato, uma segunda fonte de pesquisa de audiência em nosso país, aplicará em mais dados e mais opções para as emissoras.

Até o momento, a GfK não se manifestou se seus estudos serão aplicados na medição de audiência no rádio, mas visto que as novas medidas na mudança do AM e o rádio digital com cada vez mais força, podemos em breve ter mais uma nova opção na medição de audiência.

AUDIÊNCIA

Bom, agora retomando ao assunto principal da série, vamos ver algumas ferramentas que vem sendo usadas não só pelos institutos de pesquisas, mas também por emissoras de rádio na hora conhecer e saber que os ouve.

É importante ressaltar que vivemos um momento no qual qualquer veículo de comunicação precisa estar muito bem conectado e receptivo as opiniões e gostos do seu público. O sucesso ou fracasso de programas e séries ficam dependentes de comentários na internet, papos informais e, consequentemente, em números baixos de audiência.

A mudança de hábito dos ouvintes das rádios AM e FM estão fazendo com as emissoras busquem meios de comprovar suas audiências online. Com a era da mobilidade, o público online está crescente e já compõe uma parcela bem significativa dos ouvintes. Grande parte dos ouvintes já vem buscando na internet e outras plataformas digitais, a maneira mais simples e rápida de ouvir sua rádio favorita.  Porém, mesmo sendo reconhecida pelos veículos, essa parcela considerável de ouvintes ainda não tem representação oficial de institutos de pesquisas.

Do outro lado, algumas rádios divulgam seus dados, mensurados por elas mesmas, pois elas precisam de métricas padronizadas para este público.

E por enquanto, esse falta de informação atinge as verbas publicitárias, pois as agências dependem de dados de audiência na distribuição de fatias publicitárias durante seu planejamento.

Num ambiente em que as redes sociais virtuais e as tecnologias potencializam o papel do usuário/receptor/ouvinte, novas formas de monitoramento e análise precisam ser criadas, passando inclusive por uma reforma estrutural na programação das emissoras.

NOVAS TECNOLOGIAS

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Se tiver uma conexão de Internet e quiser encontrar arquivos de áudio e vídeo por streaming, você não precisa procurar muito longe. Som e vídeo tornaram-se parte comum de sites em toda a web, e o processo de uso desses arquivos é bastante intuitivo. A maioria dos sites de emissoras de rádio já utiliza este serviço que ainda pode fornecer ferramentas de monitoração da audiência.

Na próxima postagem pretendo aprofundar um pouco mais sobre o streaming, e como poderá ser o futuro do rádio.  Até breve!

Lucas Morgante

Fonte:

http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/em_perspectiva/2012/05/04/O-radio-em-numeros.html#ixzz2kppk6LH9

http://informatica.hsw.uol.com.br/streaming-video-e-audio1.htm

O Rádio e a Audiência [Introdução]

Olá!

A partir desta postagem, pretendo mostrar as novas tendências e um panorama da atual situação do rádio no Brasil através das pesquisas de audiência e amostragem de ouvinte.

A série “O Rádio e a Audiência” vai abordar como é feita a medição de audiência no rádio, além das novas ferramentas para selecionar e identificar quem ouve determinada emissora. Por fim, a ideia é lhe mostrar onde exatamente estes dados fazem diferença na hora de definir o público-alvo ou segmento que uma emissora vai seguir.

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Mas antes de mergulharmos no universo das amostragens e tipos de pesquisa, precisamos entender um pouco a história das segmentações das emissoras e como na evolução da comunicação, o público foi moldando as características de cada estação no dial.

Nos primeiros vinte anos de sua história, as emissoras se preocupavam em agradar e cativar todos os ouvintes que podiam. Não havia grandes diferenças na programação de uma rádio para outra. Os noticiários e as radionovelas eram de um interesse geral e não havia nenhum tipo de estudo que comprovasse quem estava assistindo determinado programa ou em qual horário ele se interessava por algum assunto ou gênero. Gênero musical de preferência ou em qual horário os jovens costumavam ouvir rádio? Nem pensar.

Porém, com a popularização da televisão, a maneira de se ouvir o rádio mudou, de modo que as emissoras precisaram redefinir suas grades de programação.

Após este choque com a televisão, o termo mais falado dentro das emissoras era sobre a “rádio formatada”. Nas três décadas seguintes, principalmente nas décadas de setenta e oitenta, com a popularização das FMs, foi cada vez maior o desaparecimento das rádios generalistas e uma hegemonia da lógica da formatação.

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Atualmente, podemos notar que a maior parte das rádios desistiu de querer atingir todos os públicos. É muito perceptível, dentro do dial, rádios que falam para as donas de casa, para os consultórios e ambientes de trabalho e ainda as rádios feitas exclusivamente para os dispositivos móveis. São inúmeros segmentos: Pop, Pop Segmentada, Popular, Popular Híbrida, Popular Segmentada, Adulto Eclética, Adulta Segmentada, All News, Corporativas, além das Religiosas.

Claro, estas são os principais gêneros de emissoras de rádio, aqui no Brasil, até por que nos Estados Unidos, por exemplo, algumas definições de consumo da mídia rádio por vezes pode ser um pouco diferente do nosso país.

Bom, agora que vimos um pequeno resumo (pretendo em outra série de postagens mostrar a evolução do rádio como um todo) sobre o que as emissoras pensavam sobre seus ouvintes no Brasil, vamos as medidas atuais de monitoração de audiência no rádio.

IBOPE

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Assim como toda e qualquer pesquisa, o conceito básico é a amostragem. Através de um número pequeno de pessoas, mas com análises criteriosas que identificam e caracterizam cada pessoa que responde a pesquisa, é possível criar um grande número de informações, com base no pequeno número de coletas, e com uma margem de erro baixa..

O Ibope realiza a coleta das informações (pesquisa) através de entrevistas com as pessoas. Entre uma e outra pergunta, o entrevistador pergunta qual rádio a pessoa ouviu nas últimas 48 horas. As pessoas entrevistadas são de ambos os sexos, de todas as classes sociais e acima de 10 anos.

De acordo com o próprio site do Ibope, o estudo de audiência dos programas e emissoras de rádio fornece análises sobre a participação das emissoras na audiência total, perfil da audiência, períodos de duração e locais de audiência, entre outras, com dados coletados diariamente, de forma ininterrupta, nas nove maiores regiões metropolitanas do país.

Bom, este é o modelo tradicional de pesquisa de audiência no rádio.

Esta foi apenas a introdução. Na próxima postagem vou falar das novas ferramentas e como a internet e as redes sociais ajudam os diretores de programação das emissoras nas estratégias para produzir o programa ideal para o ouvinte certo.

Até a próxima.

Lucas Morgante

AM e FM juntas na mesma faixa de transmissão.

Venho agora trazer algumas informações e claro, minha opinião sobre o desligamento, ou em termos técnicos, o “switch off” do rádio AM o Brasil.

O que você, amante ou profissional da comunicação precisa saber é que o Ministério das Comunicações decretou que o que será feito ainda este ano é autorizar as rádios AM a se transformarem em rádios FM. Uma das pressões que existem de fazer o rádio digital aqui no Brasil é que a qualidade do rádio AM está caindo, principalmente nos grandes centros urbanos. Isso, claro, prejudica muito a audiência.

Segundo o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, já foram feitos estudos que apontam viabilidade para a migração. “Com a digitalização da TV, nós temos os canais 5 e 6 (liberados), onde cabem muitas rádios”. Nós estamos fazendo uma solução que é importante, que é autorizar rádio AM para a faixa de FM. Isso vai ser assinado no dia 7 de Novembro.

Junto com toda essa transformação dentro do nosso dial, o que é importante deixar como informação é que onde hoje operam os canais de televisões analógicas (famosa faixa dos 700 MHz) será o canal do rádio AM. Criando assim, uma maior faixa de cobertura para o AM.

A partir de agora abro o meu questionamento sobre a inserção do AM na faixa do FM:

De um lado teremos uma boa parcela da audiência vinda do AM para FM, com isso maiores verbas publicitárias, diga-se de passagem, cada vez menores em nosso país. Teremos também um bom opcional para os jovens acompanharem mais o estilo do AM.

Outro fator importante e que já uma realidade, é as famosas rádios “AMezão”. Termo usado pelos radialistas, das emissoras com formato de AM mas que já estão no FM. Rádio como Band News FM e CBN já vem conquistando boa parcela da audiência no FM, com linguagem bem característica das emissoras de ondas médias.

Mas não vejo grandes benefícios vindos nessa migração. O rádio FM ficará congestionado e com isso, a audiência já existente no FM não aumentará nem reduzirá.

O que temos de concreto até o momento é que o Ministério das Comunicações e a ABERT estão discutindo a proposta de urgência, que será enviada ao Congresso Nacional para concretizar a autorização o mais rápido possível.

Na próxima postagem, falarei sobre como é feita a aferição da audiência no rádio e na televisão e como as novas plataformas digitais tem contribuindo para esta verificação.

Lucas Morgante

O rádio digital no Brasil. Até onde a evolução é bem-vinda?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O tão falado futuro do rádio, na verdade, começou com o advento do FM, que dobrou o número de emissoras até então existentes — com elevação da qualidade do som — e, com isso, aprofundou uma forte característica dessa mídia: a sua alta capacidade de segmentação. Seja a partir do foco num determinado estilo de programação ou perfil de público, o rádio consegue oferecer soluções para os anunciantes que muitas outras mídias não conseguem.

A chegada do rádio digital ao Brasil poderá possibilitar novos avanços, apesar das discussões em torno da robustez do sinal e do alto preço dos receptores. O rádio, cada vez mais, será encarado como uma “central de convergência de mídias”, onde, juntamente com o áudio, o ouvinte poderá receber textos e até fotos. No novo sistema, o som das emissoras AM recebe qualidade de FM e as FMs ganham som de CD. Cada frequência poderá ter até quatro programações simultâneas, o que aumentaria — e muito — a audiência alcançada, a variedade de opções para o anunciante e, por conseguinte, os empregos gerados pelo setor.

Aqui no Brasil, o ministério das comunicações desde 2011, testa dois padrões de transmissão digital. O norte-americano (Iboc ou HD Radio) e o europeu (DRM).  Esses dois sistemas de rádio digital estão sendo testados para verificar qual deles melhor se adapta ao país. Os testes foram realizados em rádios AM e FM, em baixa, média e alta potência, nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Com toda essa evolução e integração da tecnologia digital, abro aqui o questionamento sobre como o rádio digital se portará diante da internet fácil em qualquer lugar e vale a pena pensar: se o rádio está crescendo e se expandindo para novas plataformas, como será que as emissoras devem se posicionar enquanto marcas e negócios? A resposta está naquilo que o rádio verdadeiramente oferece e vai além de qualquer discussão relacionada com tecnologia de transmissão ou recepção de sinal — afinal, isso muda o tempo todo.

Fonte: http://www.abert.org.br/site/index.php?/clipping/clip2012/radio-digital-sera-tema-de-audiencia-publica.html

Lucas Morgante

O Rádio e as Mídias Digitais – Como sobrevive o meio de maior alcance no Brasil.

Foi no feriado de 7 de Setembro de 1922, pelas ondas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, que o Brasil recebeu as primeiras ondas de radiodifusão. Desde então se passaram mais de 90 anos, o rádio se consolidou como amigo dos solitários, companheiros das donas de casa, copiloto dos motoristas e fonte das novas músicas que ditaram tendência na sociedade.

Um meio que em seus mais de nove décadas em nosso país, passou por evoluções que mudaram nossa percepção de entender o mundo e até mesmo nossa própria comunidade.

Que ele tem toda a magia de criar fantasias na cabeça do ouvinte, todos nós comunicadores já estamos cansados de saber, mas o que realmente essa publicação que te falar, é como o rádio tem procurado seu espaço neste turbilhão de bytes de informação que a internet tem despejado, mirando não só o rádio, mas também a televisão, a mídia impressa e até o cinema.

Vivemos na era pós moderna, onde temos a necessidade da informação, por mais que não demos toda a nossa atenção a ela. E a internet nos possibilita um gigantesco acervo de notícias, conhecimentos, opiniões e críticas em relação a tudo.

O rádio, por décadas foi a fonte principal de todas essas necessidades citadas anteriormente, pois em rodas de amigos, conversas por telefone entre donas de casa, o que era dito no rádio, se tonava assunto na grande massa.

Com a chegada da internet, principalmente pela expansão das telecomunicações e a banda larga, o rádio ficou estagnado nessa evolução. Claro, temos que admitir que a utilização de tecnologias como o satélite, possibilitou uma maior evolução da abrangência de emissoras pelo nosso país. Porém, o rádio não modificou sua linguagem, seu formato, e mais do que isso, não conversou mais com o ouvinte.

Diferentemente, a internet chegou para dar cara a quem recebia a comunicação e pode mostrar a opinião de quem realmente se interessava pelo assunto, através de comentários e repercussão das notícias.

Felizmente, uma luz no fim do túnel apareceu para o rádio, ou melhor, ele precisou se reinventar. Em uma entrevista há pouco mais de dez anos, o presidente da Jovem Pan, Antônio Augusto de Amaral Carvalho, o Tuta, afirmou que tanto o rádio AM quanto o FM, iriam desaparecer. Ele estava certo, o rádio seria digital, e você aí sentando na frente do computador ou no ponto de ônibus pelo smartphone, poderia ouvir a programação de qualquer rádio do Brasil e do mundo.

Sem dúvidas os efeitos da globalização impactaram também os meios de comunicação. Especificamente o rádio ainda procura a adequação ideal a essa nova realidade.

Neste conceito, abrimos duas vertentes: O rádio pela internet e o rádio digital, aliás este segundo, que será o tema da nossa próxima publicação.

O rádio pela internet, utiliza um sistema chamado streaming, onde de qualquer dispositivo que tenha acesso a rede, é possível ouvir todas as rádios do mundo, sem ruídos ou interferências, com um pequeno atraso, que na nossa língua radiofônica, um delay.

O interessante desta ferramenta, é que diversas rádios podem ter um alcance muito maior, trabalhar em conjunto com outras plataformas, como redes sociais, e poder oferecer diferentes tipos de programação. Um bom exemplo é a Rádio Transamérica que dispõe de diferentes tipos de playlists para diversos gostos musicais.

Por fim, vejo nesta descoberta a união entre dois meios de comunicação de massa que podem aliar informação, entretenimento e conteúdo em um só lugar.

Com a entrada de novas emissoras, a chegada dos MP3 Players e dos Ipods, com a fácil disseminação da informação, personalização das seleções musicais, o consumismo acelerado, a globalização, o avanço constante da informática e a convergência das mídias, tornou-se primordial buscar entender, de forma geral, os rumos que o veículo rádio pode tomar a curto, médio e longo prazo e de forma específica, o que o público jovem está interessado em consumir.

Na próxima postagem falaremos um pouco sobre o que rádio digital e como anda toda a burocracia por parte do nosso governo federal e que está atrasando ainda mais a evolução do rádio em nosso país.

Até breve!

Lucas Morgante