Vestíveis, conectados, mas… seguros?

Os gadgets disponíveis hoje em dia para nos deixar mais conectados são de uma variedade crescente inacreditável. Os vestíveis são itens que sempre me surpreendem e me assustam ao mesmo tempo e, parafraseando alguém que me chamou a atenção pelo comentário e não pela obra em si: não consigo deixar de pensar nos Jetsons. Acontece que nos Jetsons eles não lidavam com crimes cibernéticos que já fazem parte da nossa rotina e vão fazer ainda mais.

A verdade é que estudiosos já começam a se preocupar com os vírus desses gadgets essencialmente pela quantidade de dados pessoais que eles armazenam e armazenarão cada vez mais. O preço dessa tecnologia ainda é salgado, mas como tudo, tende a se popularizar rapidamente. E já imaginou se você perde aquele relógio que está pareado com o seu notebook, com o seu smartphone ou o seu tablet que carregam informações da sua empresa, e, pior, de sua família (-humanizemos um pouco as coisas)… A segurança dos dispositivos tem de ser pensada na sua concepção. Tamanha facilidade tem de vir acompanhada de igual segurança.

 

Segurança virtual

Tony Anscombe, chefe de produtos gratuitos da AVG, demonstra sua preocupação e diz que os ataques deverão focar nos smartphones conectados aos dispositivos vestíveis, já que o mecanismo de funcionamento já é conhecido pelos hackers e, normalmente, os usuários são obrigados a usar dois ou mais dispositivos ‘smart’ pareados. Certo que, pode parecer tendencioso vindo do alto escalão de uma empresa de antivírus, mas obviamente não podemos descartar que hoje muito menos “coisas” guardam muito mais informações e quando há “mais coisas”, todas elas tem as mesmas informações, o que deve ser um prato cheio para um hacker. Um relógio leva a um computador, a um celular, que leva a um carro, que leva a um lugar, uma conta no banco e pronto… sua privacidade que é criminosamente invadida e obviamente os danos não serão pequenos.

Anscombe também questiona a privacidade quando cita carros conectados: “Quando eu vender esse carro, o comprador terá acesso às minhas informações? Vou poder realizar um reset de fábrica no automóvel?”; perguntas como esta reiteram a questão de que o avanço da segurança tem de ser proporcional ao avanço de facilidades digitais. Me questiono até onde esses vírus podem chegar… Se quando alcançarem vestíveis como o “Google Glass” todas as imagens da câmera poderão ser acessadas pelo hacker… Preocupa.

Notamos que não é só um problema dos vestíveis. É algo que atinge tudo que esteja conectado e que de alguma forma vá ser acessível posteriormente por alguém, ou ocasionalmente em decorrência de um furto.

O mercado dos gadgets vestíveis e da “internet das coisas” ainda é muito novo, o que gera alguns receios aos investidores de grandes marcas.  No caso dos vestíveis, percebemos um gancho muito grande que tentaram pegar com o modismo do esporte. A Nike por exemplo abriu mão da sua divisão de gadgets vestíveis, e segundo o porta-voz da empresa, Brian Strong, a Nike deve manter o foco em outras prioridades. Mas me pergunto se esse “abandono” da Nike dessa frente tecnológica não se deu justamente quando analisados os riscos de vírus nesses novos produtos. Especialistas devem constatar uma necessidade de fabricação de mecanismos contra essas ameaças, o que deve gerar ainda mais custos, o que talvez inviabilizasse um produto desse para um especialista em esporte. Em contra partida, a Google vem apresentando novas opções como o Android Wear e o tão amado e questionado GoogleGlass. Situações como essa me fazem acreditar que temos produtos que apresentam muitas facilidades mas ainda não estão preparados para assegurar nossa privacidade adequadamente, uma vez que isso deixaria os dispositivos ainda mais caros do que já são. E percebemos que só quem vem investindo nisso são empresas de tecnologia, não empresas de vestuário investindo em tecnologia para seus produtos. Enfim… pode ser só mais um motivo para desconfiar da segurança.

E independente de segurança, vírus em vestíveis podem não ser uma boa ideia. Imagine:

Dia atribulado, sem tempo pra nada, seu relógio que está conectado com a sua geladeira mandou sua lista de compras para a oficina e era uma vez o jantar!

…Há de se achar um pouco de humor…!

 

Flaw Bone

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Central Multimídia – O Futuro da Televisão

Com a implantação da TV Digital no Brasil muito tem se discutido sobre qual seria, daqui pra frente, o papel das emissoras de televisão. Fato é, que a forma como a nova geração consome informação ou entretenimento mudou.

Central Multimídia (Media Center)

Hoje, se você acorda cedo e precisa de uma informação rápida você liga o rádio, a TV ou se conecta no celular e vai direto ao portal onde sabe que encontrará a notícia? Isso se você já não possui um gadget instantâneo configurado para mostrar informações de seu interesse. Vejo nesta transformação do sinal analógico para o digital a oportunidade perfeita para a TV retomar seu lugar de “informante oficial”. Pesquisas apontam que a tendência da TV é se tornar não mais um aparelho que recebe sinal de áudio e vídeo e os exibe, mas que ela será a Central Multimídia da casa, um aparelho que reúne funções hoje essenciais como acesso direto a portais de notícias e vídeos, rádios online, conteúdo On demand (Ex: NetFlix), acesso a redes sociais e e-mail, agendas, e claro o conteúdo ao vivo, que segundo Silvio Santoso dinamismo da transmissão ao vivo será a salvação das emissoras de sinal aberto em relação ao avanço dos canais pagos e das atrações pela internet“.

Chromecast

Alguns bons passos estão sendo dados caminho a este futuro. Um dos mais recentes e que mais chamou a atenção, foi o lançamento da Google chamado Chromecast, dispositivo semelhante a um pendrive e que conectado através da porta HDMI transforma seu televisor em uma espécie de tablet/computador/televisão, com sistema Android. Ele faz com que qualquer televisão com suporte HDMI vire uma smart tv melhorada e funcionando ainda como modem para se conectar a rede wifi.

Internet das coisas

Recentemente uma pesquisa realizada com pessoas ligadas a tecnologia e empresas de todo mundo apontou que a tendência da década é a “internet das coisas” ou seja, tudo estará interligado e em perfeita harmonia. Sua geladeira terá um visor que mostra quando está acabando de determinado item, e ao toque do usuário, ela dispara uma lista de compras para seu supermercado favorito. Mas o que vem saltando aos olhos de investidores é a possibilidade de conhecer e conectar as pessoas de acordo com seu gosto e vontade. Tudo ao redor do homem estará conectado, não só em suas mãos mas suas roupas e acessórios. Você poderá controlar seu escritório pelo celular, sua casa saberá quando você está chegando pois seu carro enviou um alerta, com isso ela já pode ligar aquecedores, preparando comida, etc. Isso tudo é um mercado fantástico para o comércio em geral, pois saberão com precisão as necessidades das pessoas.

Ou seja !

TV Digital e internet das coisas apontam para uma única certeza: tudo será moldado de acordo com as necessidades e preferências individuais de cada pessoa. Isso deverá ser a base de qualquer desenvolvimento tecnológico pois, segundo pesquisadores, não basta apenas conectar todos os aparelhos e pronto, é preciso que aquilo vá de encontro as necessidades reais, pois as pessoas só pagarão por coisas que para ela tiver valor, o que não faria muito sentido por exemplo em uma geladeira que você consiga twittar.

A ideia de conexão parece que veio para ficar. O usuário gostou da ideia de compartilhar experiências e utilizar experiências de terceiros para aprender. Acho que dificilmente estas pessoas que hoje são usuários queiram voltar a ser meros expectadores.

Rodrigo Angelotti dos Santos

 

O Rádio e a Audiência [3]

Fechando a série de postagens sobre a audiência no rádio, vamos falar agora sobre os serviços de streaming, passando pelo seu funcionamento e finalmente analisando o quão imprescindível esta tecnologia terá para o rádio no futuro.

FUNCIONAMENTO

O Streaming é um modo de difusão e de leitura de conteúdo, seja ele áudio ou vídeo, com um fluxo contínuo.

Para que estes conteúdos sejam distribuídos é necessário um canal (link), um ponto de transmissão (emissora) outro de recepção (ouvinte), onde tudo isso se conecta pela rede mundial de computadores.

Para que uma emissora possa disponibilizar a sua programação pelo streaming, ela precisa de softwares e uma conexão com a internet que possibilita a disponibilização deste conteúdo em servidores e que o ouvinte através de links ou aplicativos possa ter acesso. Claro, isso depende da demanda da banda de internet que o ouvinte vai ter.

Através do software da emissora para transmissão, é possível adicionar mais dados ou multiconteúdos como nome da música ou do programa, fotos ou textos de acordo com a necessidade do emissor. As informações saem da emissora e pela internet navegam até um servidor que distribuí estes dados e armazenam em IPs que são acessados pelo ouvinte.

Através desta bacana tecnologia, você aí do interior ou da capital pode ouvir a programação de uma rádio do Japão, com toda a qualidade que sai diretamente da emissora.

Esta foi apenas um breve resumo do seu funcionamento, pois a complexidade deste sistema  renderia uma série inteira de postagens, mas acredito que tenha dado pra dar uma clareada!

O STREAMING E O FUTURO.

Bom, agora que vimos o que é o streaming, vamos às inúmeras vantagens que esta tecnologia nos oferece e, em minha opinião, onde será o futuro do rádio.

Vivemos no tempo em que a conectividade está cada vez mais acessível e móvel. Com isso, os meios de comunicação conseguem atingir todos os públicos e com uma abrangência muito maior. No rádio não é diferente.

Um exemplo claro e que mede esta abrangência é quantas vezes você esteve no carro ou no ônibus e durante aquela sua música preferida ou uma informação importante que você ouvia, uma interferência chata lhe atrapalhou? Não foram uma ou duas não é? E isso não acontece só com você!

Bom, com a internet móvel em expansão em nosso país e  com uma maior adesão aos serviços de streaming que as emissoras podem usar, essas chateações se vão. Através de uma conexão 4G ou LTE (ambas em testes no Brasil) a fidelidade no envio dos dados e a recepção por parte dos aplicativos e sites é  bem maior e as interrupções na recepção destas informações são quase nulas.

Outro fator importante nas rádios online é a possibilidade de se ouvir diferentes rádios de todo o mundo. Com o congestionamento no dial e as impossibilidades distanciais é impossível ouvir uma rádio com alguns quilômetros de distância. Lembrando que isso depende da potência do transmissor da rádio.

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AUDIÊNCIA POR STREAMING.

Muito bem, agora vamos ao ponto chave da postagem.

É possível medir quantos dispositivos estão conectados à emissora, e o melhor, em tempo real.

Isso mesmo, com o streaming, a possibilidade das emissoras poderem saber se o público está gostando de um programa ou se um programa agrada mais que o outro, são possíveis. Os softwares de transmissão conseguem receber a quantidade de aparelhos (computadores, tablets, smartphones) que estão conectados aos links ou aplicativos de transmissão. A única preocupação que os institutos de pesquisa e emissoras precisarão, é identificar quem (faixa etária, sexo, preferências, classe social) ouve determinado programa e em qual faixa horária.

Agora pense na revolução que o rádio terá (ou já está) quando você puder ouvir sua emissora favorita no carro indo trabalhar sem interferências ou chiados? E o melhor, recebendo multiconteúdos como a letra da música, ou um mapa com o melhor trânsito para seguir ou até receitas e textos que você pode baixar em seu celular e ler depois? Em minha opinião este será o futuro do rádio, muito mais presente no seu dia, não mais apenas como um companheiro das donas de casa e motoristas ou sistema de som ambiente. Ele será muito mais útil em nossas atividades rotineiras e claro, sempre será nosso companheiro!

Abaixo,você encontra um aplicativo e um site que são bem legais para você ouvir aí no seu computador ou smartphone rádios de todo o mundo:
http://tunein.com/

http://www.radios.com.br/

TV Digital no Brasil – Da película ao bit [4]

Continuando a série de postagens sobre a TV Digital no Brasil, falo hoje um pouco sobre a relação Sociedade e Tecnologia.

As evoluções entre gerações nunca foram tão rápidas e significativas. A nova geração é tecnológica, digital e conectada. Se torna múltipla nas conexões e tem necessidade de interação/informação. E focando este público que tão logo será maioria na sociedade, a TV se reinventa, passa de emissora de conteúdo continuo e que se utiliza do esquema – emissor – mensagem – receptor onde quem assisti é mero espectador, e passa agora para uma geradora de múltiplos conteúdos, abre espaço para ouvir e interagir com o público e torna a telecomunicação a via de duas mãos com a possibilidade de retornar a informação.

Notamos nos últimos anos o crescimento astronômico do site de vídeos Youtube e isso explica muita coisa. Números apontam que a cada minuto são enviados ao site mais de 72 horas de vídeo. Hoje a necessidade da informação não tem hora marcada para começar como em uma grade de programação.  O Youtube, enquanto portador de vídeos por demanda, se mostrou eficiente nesta solução pois as pessoas não precisavam ficar acordadas até a madrugada para assistir determinada competição das olimpíadas de Pequim, ela simplesmente escolhia a hora, encontrava a prova que queria no site, e assistia, com as vantagens se pausar e pular partes menos interessantes na sua avaliação.

Começamos com isso entender que esta flexibilidade de programação adaptada para sua rotina se torna necessária, mas possuir também o tempo real como opção. Por exemplo, a pessoa pode assistir no outro dia o capítulo da novela que perdeu mas também assistir à um jogo da copa do mundo ao vivo. Não precisamos olhar longe para imaginar esta situação, basta olharmos para sistemas como o NetFlix.

O advento das novas tecnologias já está alterando a estrutura das emissoras de televisão. Vilches (2003) traz uma importante contribuição com seu livro A migração digital. O pesquisador espanhol nos mostra com muita propriedade qual será o novo papel da mídia, dos espectadores e usuários no novo negócio da comunicação. Neste novo contexto, a mídia passa a oferecer menos produtos e espetáculos e mais serviços. Para ele, em pouco tempo será difícil falar de bons ou maus programas, mas sim em utilidade e inutilidade. Outra estratégia apontada pelo autor é de que as novas ações de marketing dos conglomerados de comunicação (geralmente empresas de rádio, televisão, jornais e revistas) buscam criar serviços integrados convertendo-se em portais na internet onde o conteúdo produzido nas mídias tradicionais é oferecido em sua totalidade ou não, gratuito ou restrito a assinantes. O que já vem sendo realizado pela TV Globo, TV Record, SBT e Band.

Encontrei esta imagem na internet e deixo registrado que a questão vai muito além, mas serve para um comparativo superficial e prático, com tópicos que o Digital parece ser capaz de resolver.

Youtube x TV
Youtube x TV

Por

Rodrigo Angelotti dos Santos

Referências:

GOBBI, MC., and , KERBAUY, MTM., orgs. Televisão Digital: informação e conhecimento [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura acadêmica, 2010. 482 p. ISBN 978-85-7983-101-0.

O Rádio e a Audiência [2]

Dando sequencia na série o Rádio e a Audiência, trago aqui uma notícia que por enquanto atinge somente a área da televisão, mas que em possivelmente em breve estará sendo usada no rádio.

Foi anunciada nesta quinta-feira (14), a contratação do instituto GfK. A empresa alemã prestará o serviço de verificação de audiência, e marcará presença como um novo concorrente para o Ibope.

Segundo o Jornal Folha de S. Paulo, as quatro redes mais interessadas em ter um novo instituto para medir a audiência no Brasil – Record, SBT, Band e RedeTV – prometem fazer muito barulho para o anúncio. A Globo ainda não adotou o serviço.

As emissoras irão noticiar a chegada da empresa em um comunicado oficial, em rede nacional.

O acordo final entre as redes e a GfK foi fechado na quarta-feira (13). O contrato tem duração de sete anos, o instituto terá 1.500 peoplemeters (aparelho que medem audiência, instalados nas casas selecionadas para amostragem) a mais do que o Ibope.

O trabalho começará em dezembro, mas os primeiros dados oficiais devem ser anunciados só no segundo semestre de 2014.

De fato, uma segunda fonte de pesquisa de audiência em nosso país, aplicará em mais dados e mais opções para as emissoras.

Até o momento, a GfK não se manifestou se seus estudos serão aplicados na medição de audiência no rádio, mas visto que as novas medidas na mudança do AM e o rádio digital com cada vez mais força, podemos em breve ter mais uma nova opção na medição de audiência.

AUDIÊNCIA

Bom, agora retomando ao assunto principal da série, vamos ver algumas ferramentas que vem sendo usadas não só pelos institutos de pesquisas, mas também por emissoras de rádio na hora conhecer e saber que os ouve.

É importante ressaltar que vivemos um momento no qual qualquer veículo de comunicação precisa estar muito bem conectado e receptivo as opiniões e gostos do seu público. O sucesso ou fracasso de programas e séries ficam dependentes de comentários na internet, papos informais e, consequentemente, em números baixos de audiência.

A mudança de hábito dos ouvintes das rádios AM e FM estão fazendo com as emissoras busquem meios de comprovar suas audiências online. Com a era da mobilidade, o público online está crescente e já compõe uma parcela bem significativa dos ouvintes. Grande parte dos ouvintes já vem buscando na internet e outras plataformas digitais, a maneira mais simples e rápida de ouvir sua rádio favorita.  Porém, mesmo sendo reconhecida pelos veículos, essa parcela considerável de ouvintes ainda não tem representação oficial de institutos de pesquisas.

Do outro lado, algumas rádios divulgam seus dados, mensurados por elas mesmas, pois elas precisam de métricas padronizadas para este público.

E por enquanto, esse falta de informação atinge as verbas publicitárias, pois as agências dependem de dados de audiência na distribuição de fatias publicitárias durante seu planejamento.

Num ambiente em que as redes sociais virtuais e as tecnologias potencializam o papel do usuário/receptor/ouvinte, novas formas de monitoramento e análise precisam ser criadas, passando inclusive por uma reforma estrutural na programação das emissoras.

NOVAS TECNOLOGIAS

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Se tiver uma conexão de Internet e quiser encontrar arquivos de áudio e vídeo por streaming, você não precisa procurar muito longe. Som e vídeo tornaram-se parte comum de sites em toda a web, e o processo de uso desses arquivos é bastante intuitivo. A maioria dos sites de emissoras de rádio já utiliza este serviço que ainda pode fornecer ferramentas de monitoração da audiência.

Na próxima postagem pretendo aprofundar um pouco mais sobre o streaming, e como poderá ser o futuro do rádio.  Até breve!

Lucas Morgante

Fonte:

http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/em_perspectiva/2012/05/04/O-radio-em-numeros.html#ixzz2kppk6LH9

http://informatica.hsw.uol.com.br/streaming-video-e-audio1.htm

O Rádio e a Audiência [Introdução]

Olá!

A partir desta postagem, pretendo mostrar as novas tendências e um panorama da atual situação do rádio no Brasil através das pesquisas de audiência e amostragem de ouvinte.

A série “O Rádio e a Audiência” vai abordar como é feita a medição de audiência no rádio, além das novas ferramentas para selecionar e identificar quem ouve determinada emissora. Por fim, a ideia é lhe mostrar onde exatamente estes dados fazem diferença na hora de definir o público-alvo ou segmento que uma emissora vai seguir.

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Mas antes de mergulharmos no universo das amostragens e tipos de pesquisa, precisamos entender um pouco a história das segmentações das emissoras e como na evolução da comunicação, o público foi moldando as características de cada estação no dial.

Nos primeiros vinte anos de sua história, as emissoras se preocupavam em agradar e cativar todos os ouvintes que podiam. Não havia grandes diferenças na programação de uma rádio para outra. Os noticiários e as radionovelas eram de um interesse geral e não havia nenhum tipo de estudo que comprovasse quem estava assistindo determinado programa ou em qual horário ele se interessava por algum assunto ou gênero. Gênero musical de preferência ou em qual horário os jovens costumavam ouvir rádio? Nem pensar.

Porém, com a popularização da televisão, a maneira de se ouvir o rádio mudou, de modo que as emissoras precisaram redefinir suas grades de programação.

Após este choque com a televisão, o termo mais falado dentro das emissoras era sobre a “rádio formatada”. Nas três décadas seguintes, principalmente nas décadas de setenta e oitenta, com a popularização das FMs, foi cada vez maior o desaparecimento das rádios generalistas e uma hegemonia da lógica da formatação.

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Atualmente, podemos notar que a maior parte das rádios desistiu de querer atingir todos os públicos. É muito perceptível, dentro do dial, rádios que falam para as donas de casa, para os consultórios e ambientes de trabalho e ainda as rádios feitas exclusivamente para os dispositivos móveis. São inúmeros segmentos: Pop, Pop Segmentada, Popular, Popular Híbrida, Popular Segmentada, Adulto Eclética, Adulta Segmentada, All News, Corporativas, além das Religiosas.

Claro, estas são os principais gêneros de emissoras de rádio, aqui no Brasil, até por que nos Estados Unidos, por exemplo, algumas definições de consumo da mídia rádio por vezes pode ser um pouco diferente do nosso país.

Bom, agora que vimos um pequeno resumo (pretendo em outra série de postagens mostrar a evolução do rádio como um todo) sobre o que as emissoras pensavam sobre seus ouvintes no Brasil, vamos as medidas atuais de monitoração de audiência no rádio.

IBOPE

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Assim como toda e qualquer pesquisa, o conceito básico é a amostragem. Através de um número pequeno de pessoas, mas com análises criteriosas que identificam e caracterizam cada pessoa que responde a pesquisa, é possível criar um grande número de informações, com base no pequeno número de coletas, e com uma margem de erro baixa..

O Ibope realiza a coleta das informações (pesquisa) através de entrevistas com as pessoas. Entre uma e outra pergunta, o entrevistador pergunta qual rádio a pessoa ouviu nas últimas 48 horas. As pessoas entrevistadas são de ambos os sexos, de todas as classes sociais e acima de 10 anos.

De acordo com o próprio site do Ibope, o estudo de audiência dos programas e emissoras de rádio fornece análises sobre a participação das emissoras na audiência total, perfil da audiência, períodos de duração e locais de audiência, entre outras, com dados coletados diariamente, de forma ininterrupta, nas nove maiores regiões metropolitanas do país.

Bom, este é o modelo tradicional de pesquisa de audiência no rádio.

Esta foi apenas a introdução. Na próxima postagem vou falar das novas ferramentas e como a internet e as redes sociais ajudam os diretores de programação das emissoras nas estratégias para produzir o programa ideal para o ouvinte certo.

Até a próxima.

Lucas Morgante

TV Digital no Brasil – Da película ao bit [3]

Proposta em 2002 no Brasil, após anos de estudo, a TV Digital parece carregar ainda alguns conflitos de natureza econômica, política e técnica. Vamos aos fatos.

HDTV x  Multiprogramação

De forma simples, esta discussão gira em torno do que se fazer com a banda de transmissão, já que no processo digital consegue-se transmitir um número muito maior de informações dentro do espectro destinado a cada emissora (6MHz).

Esta escolha ocorre, ou deveria, de acordo com o espectador e suas preferencias.  Neste sentido temos como exemplo o sistema americano (ATSC), que prioriza programas em alta definição (HDTV) pois segunda pesquisa qualitativa realizada com a população, esta é a principal demanda. Por outro lado na Europa se priorizou um sistema com multiprogramação, pois a eles interessava muito mais a maximização de conteúdos.

Esta questão vai além, há ainda o lado das emissoras. Gerar uma programação toda em Alta definição requer altos investimentos, assim como a multiprogramação. As emissoras entendem que cabe exclusivamente a elas decidir como aproveitar a banda (6Mhz destinada a cada canal de TV) uma vez que existe um contrato de concessão. Além disso, esta digitalização do sistema só existe graças aos investimentos da própria emissora. E aqui cabe a observação para a possível viabilidade econômico-financeira que cada emissora tem, tendo em vistas os planos de investimentos publicitários no país que bem conhecemos em sua desigualdade. Vale o pensamento de quem vai novamente se sobressair.

Há ainda uma analise de que o espectro é um bem público e, como tal, deve servir ao interesse coletivo. Nesta visão não haveria perdas contratuais e sim benefícios, uma vez que poderíamos disponibilizar de mais canais, oque gera mais conteúdo a população e incentiva o setor no país.

CANAL DE RETORNO | IN BAND

Uma possibilidade de utilização desta banda excedente seria o canal de retorno, ou in band como conhecido no meio. Este canal serviria para que o espectador enviasse dados (interação), como hoje se faz através de ligações, sms, etc.

No Brasil, a disparidade de penetração entre TV aberta e qualquer outro serviço de telecomunicações explica a criticidade da escolha a ser feita pelo SBTVD. A alternativa de se utilizar um meio externo ao sistema de TV é inconveniente também no aspecto de custo, ou seja, mesmo que o Estado financie o acesso a um serviço de telecomunicações complementar, para servir de canal de retorno (pagando, por exemplo, a assinatura mensal para determinados usuários), boa parte da população ainda ficará desassistida. Não é coincidência que o governo tenha dedicado uma das áreas de pesquisa exclusivamente a essa questão, inclusive para analisar a viabilidade de se desenvolver uma solução in band.

Por outro lado, qualquer das opções encarece o receptor a ser instalado na casa do usuário, que passa a ser também um transmissor. E pior: o incremento de custo é proporcional ao de banda. Quando se passa de um modem de linha fixa a 56kbps para outro, por exemplo, em MMDS, o custo triplica, agravando o problema já existente no que diz respeito a baratear a TV Digital.

No próximo post falo sobre alguns pontos importantes para que a TV Digital Brasileira se torne uma realidade.
Rodrigo Angelotti dos Santos

E aproveito para uma rápida enquete.

Qual seria sua escolha em relação ao tema?