Fazer o que gosta ou gosta do que faz?

As pessoas confundem muito “fazer o que gosta” com o “gostar do que faz“.

É fácil notar quando uma pessoa está ali cumprindo tabela, como diria na gíria do futebol, ou quando ela está ali para ser útil. Fico realmente sem entender a pessoa que acorda em sua vida todos os dias as 6 horas da manhã para ser infeliz num lugar onde ela não é obrigada a estar. Imagino o quão doloroso deve ser o dia desta pessoa que tem que fazer coisas por pura obrigação e em nada a satisfaz aquela atividade.

Ter em mente que é mais fácil você se apaixonar pelo que faz do que fazer o que é apaixonado é importante em todos os sentidos. Não da para ficar esperando o dia que talvez você faça algo que goste. Cada dia é uma nova oportunidade de aprender algo, pensar algo, fazer algo que ajude alguém e que de alguma maneira o faça sentir útil (não, não é Paulo Coelho).

É muito fácil ficar reclamando de Deus e do mundo quando nós mesmos não saímos do lugar para mudar nada. Tudo está errado mas ninguém quer arrumar e aquele que quer, se destaca. Não acredito em quem justifica sua infelicidade pelo fato de que “ah, no meu trabalho não tenho como mudar nada, é um sac#%”. Primeiro porque sempre há como melhorar algo, algum processo, mínimo que seja mas que lá na frente pode refletir melhores resultados. Segundo porque você não nasceu neste trabalho e pode sair a qualquer momento.

Pense antes de reclamar que vai acordar cedo para trabalhar, porque se fosse para acordar 3 horas antes para ir para a praia você acordaria super animado e disposto. Então lembre-se, o problema não é o horário e sim o quão entusiasmado você é com o seu dia e oque fará nele.

Cronograma da TV Digital sofre novo atraso

Novamente o Switch-off sofre alterações em seu cronograma e com isso somente duas cidades possivelmente terão seus sinais analógicos desligados, sendo elas Brasilia e Rio Verde – GO. Todas as demais que estavam programadas, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, realizarão o desligamento somente em 2018 (alguém dúvida de um novo adiamento?).

A necessidade foi observada e aprovada pelo Gired, grupo que envolve várias empresas e está responsável pelo desligamento analógico. O fato começou a ser observado na cidade teste de Rio Verde-GO, onde muitas residências ainda não possuíam o receptor digital, bem como a capital paulista, onde seguindo o cronograma inicial o desligamento ocorreria no próximo mês de Maio.

Há neste momento um impasse entre o Gired e as emissoras, uma vez que existe a necessidade de acelerar este processo para liberação da faixa dos 700MHz para posterior utilização do 4G, porém as emissoras pressionam pois entendem que grande parte da população ainda não está preparada para a recepção digital da televisão, podendo assim ocasionar uma perda significativa de seu público.

Cabe neste momento além de uma análise imparcial sobre os interesses em jogo, tanto das emissoras quanto do Governo, entender qual a dificuldade que a população está encontrando nesta digitalização. Acredito ainda que muito além do custo envolvido na troca do equipamento está a ausência de informações e orientações sobre o tema. Grande parte da população  desconhece a necessidade da atualização do seu receptor para que possa continuar a assistir a televisão após a mudança. E é justamente neste ponto que as emissoras e governo podem se aliar em busca de uma melhor “conscientização em massa”, buscando com mais seriedade a implantação do Sistema de Transmissão Digital para a televisão no Brasil.

E você, o que pensa sobre este impasse? Deixe sua opinião!

Rodrigo Angelotti

Ausência do Blog

Olá.

Conforme a programação de postagens do blog, que são feitos as Terças e Quintas, hoje infelizmente não conseguirei postar o episódio 10 por 2 motivos:

– Estou em viagem pela empresa, o acesso a internet esta limitado.

– Até havia deixado o programa pronto e postado no youtube, porém estava com um problema no áudio.

Com isso deixo para Quinta-feira a postagem. O tema será “Central Multimídia“. Fiquem ligados.

Um abraço.
Rodrigo Angelotti

Série – TV Digital no Brasil | Episódio 09 – Audiência

Hoje falaremos sobre um dos aspectos mais importantes, senão o mais importante, da Televisão que é a audiência. As pessoas as quais assistem a determinado programa ou emissora (se pensando em massa, milhares de pessoas) são, literalmente, quem ditam as regras. Saber quem são estas pessoas e do que elas gostam se torna fator crucial na definição de um programa, seu horário, sua aparência…ou seja, tudo está diretamente relacionado a audiência.

Partindo para o nosso foco que a TV Digital, surge com ela uma questão bastante interessante que é a possibilidade de uma medição da audiência não mais através de amostras e institutos mas sim através de informações específicas sobre cada usuário (antigo espectador) e sua reação ao conteúdo transmitido.

Como funciona(ria)?

A primeira coisa que precisamos entender é que agora com o digital haveria a possibilidade de armazenamento de dados no receptor, sejam estes dados os enviados pela emissora e exibidos na tela ou as ações executadas pelo usuário através do controle remoto. Agora vamos imaginar que a opção do canal de retorno, já discutido no blog, funcione plenamente e que estes dados das ações possam ser transmitidos de volta para emissora ou para um centro de tratamento destas informações. Teríamos ai uma gama riquíssima de informações geradas por cada individuo, transmitido instantaneamente. Sem muita teoria, o que se ganha?

– A resposta/reação imediata do público durante a exibição de determinado programa. Pode-se saber se as pessoas trocaram de canal ou ainda com o uso da interatividade saber se estão gostando do conteúdo, medindo a satisfação diretamente com seu público.

– Seria possível também recolher informações específicas sobre cada usuário (assim como a internet faz).

Em ambos os casos há o interesse da emissora e principalmente o interesse por parte da publicidade que conseguiria através destas ricas informações direcionar seus anúncios a uma “massa selecionada”, ou seja, um número muito grande de pessoas mas que foram selecionadas de acordo a necessidade (sexo, idade, preferências por conteúdo, etc.).

Qual a dificuldade?

Para que estas possibilidades na medição da audiência se tornem possível, além do canal de retorno em pleno funcionamento precisaria ainda se pensar na questão das múltiplas telas e outras formas de consumo deste conteúdo gerado pelas emissoras. A partir do momento que se permitiu a recepção móvel devemos tratar estes usuários também como audiência, ai então a necessidade do desenvolvimento de tecnologia que permita também medir as pessoas que assistem a televisão digital através do celular, por exemplo. Outra questão seria o consumo de material gravado e on demand. O SBT por exemplo realiza a postagem de boa parte de sua programação no youtube e estes vídeos geram milhares de views e estas pessoas podem sim ser considerados audiência pois em algum momento elas tiveram a ação de selecionar determinado programa para assistir.

E a privacidade, como fica?

Assim como na internet a discussão sobre a privacidade surge como algo inevitável quando se pretende utilizar os dados de uso gerado por parte do usuário. Penso que haveria a necessidade de um órgão sério (difícil né?) no qual seriam centralizadas todas as informações referentes a audiência e este órgão direcionar as informações de consumo filtradas as emissoras. Seria complexo devido a questão do volume de informações e velocidade que isso precisaria ser feito. Outra possibilidade seria a de já no desenvolvimento da tecnologia se pensar em captar apenas os dados que não comprometam ou relacionem pessoa audiência diretamente ao indivíduo em específico, ou ainda centrais de amostragem por cidades ou regiões.

O fato é que os institutos de audiência perceberam esta necessidade de mudança e estão correndo atrás. O IBOPE por exemplo informou que fará a medição de audiência do consumo de material gravado. Outros institutos partem para o lado da reação, se associando por exemplo ao Twitter para avaliar estas pessoas que falam sobre determinado programa / emissora, afim de enriquecer os dados obtidos.

Outra longa discussão e que necessitaria de um aprofundamento qual não é o objetivo desta série. Neste momento o objetivo é apresentar os temas relacionados a implantação da TV Digital no Brasil, mas certamente voltaremos a todas as discussões apontadas e, ai sim, nos aprofundaremos.

Vamos ao vídeo:

Tem alguma informação para complementar o conteúdo? Envie nos comentários e compartilhe seu conhecimento com os outros leitores.

Um abraço.

Rodrigo Angelotti