SÉRIE – TV DIGITAL NO BRASIL | EPISÓDIO 10 – CENTRAL MULTIMÍDIA

De volta com a Série TV Digital no Brasil, hoje falo um pouco sobre a ideia de tornar a televisão uma “Central Multimídia”.

Se analisado a situação a qual a TV Digital chega ao Brasil, mas também se analisado mundialmente, há fortes indícios que de que televisão passará por mudanças em relação ao seu uso habitual. A convergência com outras plataformas, principalmente com a internet, fará com que novas funções sejam agregadas a experiência de uso deste dispositivo, gerando um possível maior engajamento e diversificação no seu uso.

Por exemplo:

A Televisão sempre esteve em um lugar de destaque nos lares, seja a sala para seu uso em grupo ou quarto para o consumo individual. Vamos imaginar um nível avançado desta convergência onde, por exemplo, você possa acessar seus documentos do computador ou sua agenda de forma rápida, no canto da tela onde você acompanha o telejornal matinal. Talvez você me diga que isso já acontece com o uso de Smart Tvs, mas este foi apenas um exemplo e conforme a tecnologia permita outras diversas aplicações certamente surgirão.

Podemos imaginar uma televisão com leitor de Blu-Ray, 3D, leitor de mídias para XBox/Playstation, Navegador Web (Youtube, NetFlix, etc), Rádio Digital, conexão direta com Satélite da TV por assinatura (sem receptor) e saídas 8.1 para seu sistema de Som. Muito distante? Talvez não.

Entendo que isso pode não ter uma relação tão direta com o fato da TV Digital, mas devemos pensar a longo prazo quando estamos prestes a discutir o modelo de negócio para esta televisão. Suas características devem ser atraentes e agregar valor ao consumidor frente a estas vantagens que devem surgir em um curto período de tempo.

Próximo post será feito na Terça-Feira (28/04) com um dos temas mais importantes da série: TV x Internet, aliadas ou inimigas? Algum palpite? Envie nos comentários.

Central Multimídia – O Futuro da Televisão

Com a implantação da TV Digital no Brasil muito tem se discutido sobre qual seria, daqui pra frente, o papel das emissoras de televisão. Fato é, que a forma como a nova geração consome informação ou entretenimento mudou.

Central Multimídia (Media Center)

Hoje, se você acorda cedo e precisa de uma informação rápida você liga o rádio, a TV ou se conecta no celular e vai direto ao portal onde sabe que encontrará a notícia? Isso se você já não possui um gadget instantâneo configurado para mostrar informações de seu interesse. Vejo nesta transformação do sinal analógico para o digital a oportunidade perfeita para a TV retomar seu lugar de “informante oficial”. Pesquisas apontam que a tendência da TV é se tornar não mais um aparelho que recebe sinal de áudio e vídeo e os exibe, mas que ela será a Central Multimídia da casa, um aparelho que reúne funções hoje essenciais como acesso direto a portais de notícias e vídeos, rádios online, conteúdo On demand (Ex: NetFlix), acesso a redes sociais e e-mail, agendas, e claro o conteúdo ao vivo, que segundo Silvio Santoso dinamismo da transmissão ao vivo será a salvação das emissoras de sinal aberto em relação ao avanço dos canais pagos e das atrações pela internet“.

Chromecast

Alguns bons passos estão sendo dados caminho a este futuro. Um dos mais recentes e que mais chamou a atenção, foi o lançamento da Google chamado Chromecast, dispositivo semelhante a um pendrive e que conectado através da porta HDMI transforma seu televisor em uma espécie de tablet/computador/televisão, com sistema Android. Ele faz com que qualquer televisão com suporte HDMI vire uma smart tv melhorada e funcionando ainda como modem para se conectar a rede wifi.

Internet das coisas

Recentemente uma pesquisa realizada com pessoas ligadas a tecnologia e empresas de todo mundo apontou que a tendência da década é a “internet das coisas” ou seja, tudo estará interligado e em perfeita harmonia. Sua geladeira terá um visor que mostra quando está acabando de determinado item, e ao toque do usuário, ela dispara uma lista de compras para seu supermercado favorito. Mas o que vem saltando aos olhos de investidores é a possibilidade de conhecer e conectar as pessoas de acordo com seu gosto e vontade. Tudo ao redor do homem estará conectado, não só em suas mãos mas suas roupas e acessórios. Você poderá controlar seu escritório pelo celular, sua casa saberá quando você está chegando pois seu carro enviou um alerta, com isso ela já pode ligar aquecedores, preparando comida, etc. Isso tudo é um mercado fantástico para o comércio em geral, pois saberão com precisão as necessidades das pessoas.

Ou seja !

TV Digital e internet das coisas apontam para uma única certeza: tudo será moldado de acordo com as necessidades e preferências individuais de cada pessoa. Isso deverá ser a base de qualquer desenvolvimento tecnológico pois, segundo pesquisadores, não basta apenas conectar todos os aparelhos e pronto, é preciso que aquilo vá de encontro as necessidades reais, pois as pessoas só pagarão por coisas que para ela tiver valor, o que não faria muito sentido por exemplo em uma geladeira que você consiga twittar.

A ideia de conexão parece que veio para ficar. O usuário gostou da ideia de compartilhar experiências e utilizar experiências de terceiros para aprender. Acho que dificilmente estas pessoas que hoje são usuários queiram voltar a ser meros expectadores.

Rodrigo Angelotti dos Santos