Série – TV Digital no Brasil | Episódio 11 – TV x Internet

Hoje falo sobre um dos temas mais discutidos nos últimos anos na comunicação, a Internet. Com certeza você já ouviu ou leu em algum lugar a afirmação de que a Internet vai matar a televisão, assim como a muito tempo ouvimos que a Televisão iria matar o rádio e outras muitas afirmações neste sentido. Fato é que nenhuma destas mídias morreram. Podemos observar ainda como o rádio aproveitou da tecnologia para complementar serviços utilizando a internet para transmitir sua programação.

A internet de fato levou parte do público da TV e isso se deve a uma série de fatos , destaco alguns abaixo:

– A Internet é multimídia (Áudio, vídeo, texto, etc);
– É interativa;
– Todo o conteúdo exibido é controlado pelo usuário, sendo assim extremamente segmentada;
– Deu voz ao usuário, fator muito importante em novas mídias.
– A velocidade com que as coisas acontecem e são comunicadas;

Nos últimos anos e até com as novas possibilidades da TV Digital, algumas emissoras tem reavaliado a questão do uso da internet. Ao que me parece, começam a entender que a internet é uma forte aliada no sentido de complementar o serviço oferecido e a melhoria da experiência do usuário, agindo mais como fator convergente.

A Televisão ainda tem uma grande dificuldade neste sentido no que diz respeito ao MODELO DE NEGÓCIO, que ainda muito rígido não tem arriscado muito nesta convergência e ainda não encontrou uma forma rentável de aliar estas plataformas. Algumas tentativas são vistas com a Rede Globo que criou seu próprio “Netflix”, onde disponibiliza todo seu acervo de maneira paga, ou ainda com o SBT que tem feito um bom uso das mídias sociais e até mesmo do Youtube com conteúdo liberado, mas ao meu ver nada ainda que podemos falar: É ISSO!

Vamos ao programa:

Tem alguma informação para complementar o conteúdo? Envie nos comentários e compartilhe seu conhecimento com os outros leitores.

Um abraço.

Rodrigo Angelotti

TV Digital no Brasil – Da película ao bit [4]

Continuando a série de postagens sobre a TV Digital no Brasil, falo hoje um pouco sobre a relação Sociedade e Tecnologia.

As evoluções entre gerações nunca foram tão rápidas e significativas. A nova geração é tecnológica, digital e conectada. Se torna múltipla nas conexões e tem necessidade de interação/informação. E focando este público que tão logo será maioria na sociedade, a TV se reinventa, passa de emissora de conteúdo continuo e que se utiliza do esquema – emissor – mensagem – receptor onde quem assisti é mero espectador, e passa agora para uma geradora de múltiplos conteúdos, abre espaço para ouvir e interagir com o público e torna a telecomunicação a via de duas mãos com a possibilidade de retornar a informação.

Notamos nos últimos anos o crescimento astronômico do site de vídeos Youtube e isso explica muita coisa. Números apontam que a cada minuto são enviados ao site mais de 72 horas de vídeo. Hoje a necessidade da informação não tem hora marcada para começar como em uma grade de programação.  O Youtube, enquanto portador de vídeos por demanda, se mostrou eficiente nesta solução pois as pessoas não precisavam ficar acordadas até a madrugada para assistir determinada competição das olimpíadas de Pequim, ela simplesmente escolhia a hora, encontrava a prova que queria no site, e assistia, com as vantagens se pausar e pular partes menos interessantes na sua avaliação.

Começamos com isso entender que esta flexibilidade de programação adaptada para sua rotina se torna necessária, mas possuir também o tempo real como opção. Por exemplo, a pessoa pode assistir no outro dia o capítulo da novela que perdeu mas também assistir à um jogo da copa do mundo ao vivo. Não precisamos olhar longe para imaginar esta situação, basta olharmos para sistemas como o NetFlix.

O advento das novas tecnologias já está alterando a estrutura das emissoras de televisão. Vilches (2003) traz uma importante contribuição com seu livro A migração digital. O pesquisador espanhol nos mostra com muita propriedade qual será o novo papel da mídia, dos espectadores e usuários no novo negócio da comunicação. Neste novo contexto, a mídia passa a oferecer menos produtos e espetáculos e mais serviços. Para ele, em pouco tempo será difícil falar de bons ou maus programas, mas sim em utilidade e inutilidade. Outra estratégia apontada pelo autor é de que as novas ações de marketing dos conglomerados de comunicação (geralmente empresas de rádio, televisão, jornais e revistas) buscam criar serviços integrados convertendo-se em portais na internet onde o conteúdo produzido nas mídias tradicionais é oferecido em sua totalidade ou não, gratuito ou restrito a assinantes. O que já vem sendo realizado pela TV Globo, TV Record, SBT e Band.

Encontrei esta imagem na internet e deixo registrado que a questão vai muito além, mas serve para um comparativo superficial e prático, com tópicos que o Digital parece ser capaz de resolver.

Youtube x TV
Youtube x TV

Por

Rodrigo Angelotti dos Santos

Referências:

GOBBI, MC., and , KERBAUY, MTM., orgs. Televisão Digital: informação e conhecimento [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura acadêmica, 2010. 482 p. ISBN 978-85-7983-101-0.

TV e Internet: Inimigas ou aliadas?

Frente a frente, os 2 meios de comunicação mais populares do planeta. A importância de cada um se torna inegável a esta altura, já que a Televisão mudou a forma como as pessoas vêem o mundo, tornando nítido os fatos desde o inicio do século 20. A internet, mais recente, mudou a forma como as pessoas se comunicam e interagem, agrupando conhecimento  e rompendo barreiras, tornando tudo possível em apenas um clique.

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Ambas precisam de pessoas para as movimentar, e principalmente para utilizar o conteúdo gerado. Acredito que não há esta tão comentada “concorrência”, e que cada uma tem sua importância e característica única. Por exemplo, na busca por informação a internet sai na frente no quesito quantidade e possibilidades de fontes para a informação, porém, na TV todas essas informações já foram apuradas e repassadas, não exigindo esforço por parte do expectador. Em contra partida na internet há a opção de escolher a informação (ou segmento) que deseja, além de permitir a  escolha da hora em que se quer ver, enquanto na televisão você está submetidos a “grades”.

A interação Internet e Televisão se aproxima ainda mais quando falamos em Smart TVs ou, Televisores com acesso a internet (e que pode ainda aliar-se a tão esperada TV Digital). A junção destas facilidade traria largas vantagens as Televisão, já que ao assistir um comercial de TV, por exemplo, instantaneamente poderia se clicar e ir direto as compras, tudo pelo controle remoto, sem esforço algum.  Tudo bem que estamos longe desta plano ideal de TV Digital e que há ainda o “habito”, mas este assunto fica para outra postagem específica sobre a integração Internet e TV.

Enquanto essa integração total não avança, conflitos entre os meios surgem. O mais recente e mais comentado foi o caso da emissora Globo, que decidiu remover de suas postagens no Facebook todos os links, alegando que “O Facebook não é importante na distribuição da Globo. Representa menos de 2% na média, em alguns produtos menos de 1%”, afirma Juarez Queiroz, CEO da Globo.com .

Muito se falou sobre o tema, alguns defendendo a emissora no que diz respeito a dependência de grandes sites como Google e Facebook, que podem sim em alguns anos sumir, como aconteceu com o Orkut, e outros muitos criticando tal atitude, alegando que a Rede Globo não soube utilizar o poder das redes sócias, alegando que a maior parte de sua audiência esta lá e agora não tem acesso direto ao conteúdo devido a ausência de facilidades (links).

Entendo a posição da Globo e a posição das pessoas que comentaram sobre porém acredito que a questão vai além do que se vê. Basicamente tudo hoje na internet gira em torno de Visitação e venda de anúncios, para que esses visitantes vejam marcas. Então, logo entende-se que o Facebook com seu gigante alcance, estava tomando alguns anunciantes do Globo.com, tendo em vista a possibilidade de anúncios pagos na rede social, além de filtros mais específicos de quem atingiria, coisa que em um website como o Globo.com fica difícil, por ser aberto a todos, inclusive ao anônimo (que não se tem nenhuma informação sobre).Então esta pode ser a saída encontrada pela emissora para forçar o leitor a visitar sua página, e não mas só ler o resumo no Facebook, além de tentar deixar claro sua não dependência das redes sociais. Um erro ou um acerto ? Uma discussão longa em um meio ainda não explorado.

E você, oque achou a decisão da Emissora em não fornecer mais links de acesso em suas postagens nas redes sociais?

 
Rodrigo Angelotti dos Santos
Comunicação Social –Rádio e Televisão